400 mil meninas ainda precisam tomar 2ª dose da vacina contra o HPV em SP

400 mil meninas ainda precisam tomar 2ª dose da vacina contra o HPV em SP

Imunização é indicada para quem tem entre 9 e 11 anos de idade

Cerca de 400 mil meninas ainda não receberam a segunda dose da vacina contra o papilomavírus humano (HPV) na rede pública do Estado de São Paulo, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde.

Desse total, 110 mil tomaram a primeira dose apenas no último mês e, portanto, só poderão receber a segunda daqui a seis meses.

A meta continua sendo imunizar 726,1 mil crianças entre 9 e 11 anos, que respondem por 80% das meninas nesta faixa etária no Estado. Até o momento a cobertura da segunda dose está em 26% do público-alvo.

A primeira dose da vacina continua disponível em postos de saúde em todo o Estado, com horário de funcionamento das 8h às 17h, e as crianças que ainda não tomaram a primeira dose podem ser vacinadas.

A imunização também é feita nos Serviços de Atenção Especializada em HIV/Aids (SAE) que possuem sala de vacinação e nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), mediante apresentação de algum documento, a exemplo do exame confirmatório ou encaminhamento médico.

Para as meninas entre 9 e 11 anos e para o público feminino indígena com idades entre 9 e 13 anos, o esquema vacinal compreende de duas doses aplicadas num intervalo de seis meses (segunda) e de 60 meses (terceira) com relação à primeira tomada.

Já as garotas e mulheres portadoras do vírus HIV, com idade entre 9 e 26 anos, que também integram o público-alvo da campanha, devem tomar duas doses num intervalo de dois meses e de seis meses em relação à primeira aplicação.

“O papilomavírus humano é um vírus capaz de causar lesões de pele e mucosas e, quando não tratado corretamente pode evoluir para casos de câncer de útero. Já a eficácia da vacina a ser aplicada é superior a 95%. Ao alcançar uma elevada cobertura vacinal entre a população-alvo, observaremos, consequentemente, uma maior proteção contra a incidência do câncer de colo de útero”, afirma a médica Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria.

A vacina contra a HPV disponibilizada na campanha é fruto de uma parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) entre o Instituto Butantan e o laboratório farmacêutico MSD. A instituição iniciou em 2014 a primeira etapa de um processo de transferência de tecnologia que irá permitir, nos próximos anos, a autossuficiência brasileira na produção da vacina, com grande economia para os cofres públicos.

Sobre o HPV

O papilomavírus humano (HPV) é um vírus contagioso que pode ser transmitido com uma única exposição, por meio de contato direto com a pele ou mucosa infectada. Sua principal forma de transmissão pode ocorrer via relação sexual, mas também há contagio entre mãe e bebê durante a gravidez ou o parto, é a chamada transmissão vertical.

Inicialmente assintomática, a infecção por HPV pode evoluir para lesões de pele e mucosas, em alguns casos também ocasiona o surgimento de verrugas genitais. Quando não tratada corretamente, essas lesões podem evoluir para um quadro de câncer genital, como o câncer de colo de útero, cuja doença tem como principais sintomas dores, corrimento ou sangramento vaginal.

COMENTÁRIOS