A hepatite é silenciosa, faça o teste

A hepatite é silenciosa, faça o teste

Hepatite é a inflamação do fígado que pode ser causada por vírus, uso de alguns remédios, álcool e outras drogas, além de doenças autoimunes, metabólicas e genéticas. A doença é silenciosa e nem sempre apresenta sintomas, mas quando aparecem podem ser cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. O diagnóstico é feito por meio de exames específicos de amostras de sangue para identificação do tipo de vírus que causou a hepatite.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Milhões de pessoas no país são portadoras dos vírus B ou C e não sabem. Por ano, cerca de 1,4 milhão de pessoas morrem no mundo por conta da doença.

A Secretaria de Estado da Saúde de SP organiza diversas atividades que incluem testagem e orientação a população  a fim de incentivar a prevenção, pois nos últimos anos, houve aumento no número de notificações de casos de Hepatite C, que passou de 4,9 mil, em 2014, para 7,6 mil, no ano passado. Por outro lado, os casos de Hepatite B diminuíram 3,7%, no período, com 3 mil casos em 2016, contra 3,2 mil três anos atrás.

“Essas ações visam principalmente orientar a população acerca das hepatites virais, com o objetivo de prevenir e alertar sobre a importância do diagnóstico precoce”, afirma Sirlene Caminada, diretora do Programa Estadual de Hepatites Virais do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria.

As hepatites B e C podem ser contraídas por meio de relações sexuais, compartilhamento de agulhas, seringas ou uso de materiais perfurantes de higiene pessoal, como lâminas de barbear, alicates de unha e outros. A hepatite B também pode ser transmitida de mãe para filho durante o parto.

De acordo com o infectologista do HEB Gustavo Kawanami, em fevereiro de 2002 foi criado o programa nacional de hepatites virais voltado ao atendimento de aproximadamente 2 a 3 milhões de brasileiros portadores da hepatite C. “Nos últimos 15 anos, nenhuma outra doença infecciosa passou por uma revolução tão grande em relação ao tratamento da hepatite C.  Em 2002, falávamos de taxas de controle do vírus que não excediam 55%.  Em 2012, instituímos tratamentos almejando taxas de cura próximas a 70%. Hoje, já existem tratamentos mais curtos, com efeitos colaterais exponencialmente menores e chances de cura em torno de 92%”, explica o infectologista.

 

Por isso, é importante adotar medidas preventivas como o uso de preservativos nas relações sexuais e o não compartilhamento de seringas entre os usuários de drogas injetáveis. Os testes de hepatite B e C podem ser feitos em qualquer período. Para obter mais informações, ligue para o serviço Disk DST/Aids no 0800 162 550.

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