A vacina contra febre amarela continua no Estado

A vacina contra febre amarela continua no Estado

Quem ainda não se vacinou contra a febre amarela ainda pode se vacinar. Desde o início de 2016, a Secretaria intensificou as ações de enfrentamento da febre amarela no Estado, por meio de monitoramento dos corredores ecológicos, vigilância epidemiológica e vacinação. As áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas, abrangendo atualmente 575 dos 645 municípios paulistas.

Em 2018, até o momento, mais de 7,3 milhões de pessoas em todo o Estado foram vacinadas contra a febre amarela. O número é praticamente equivalente às 7,4 milhões de doses aplicadas ao longo de todo o ano de 2017, bem como ao balanço de vacinação entre 2006 e 2016, quando 7 milhões de pessoas foram imunizadas na década.

A vacina é indicada para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco. Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

“A medida é preventiva para regiões que integram os corredores ecológicos. A escolha dos municípios foi baseada nos critérios epidemiológicos do Centro de Vigilância”, disse o secretário de Estado da Saúde, Marco Antônio Zago.

A orientação também vale para pessoas que irão viajar para outros locais do país com vacinação recomendada pelo Ministério da Saúde.

Nesse ano, o SUS passou a disponibilizar  a dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública pode ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina.

“Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As pesquisas evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos”,  explica a diretora Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Regiane de Paula.

Além disso, está mantido o uso da dose padrão para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco.

“A vacinação é a principal forma de proteger a população contra a febre amarela. Por isso, é imprescindível que todas as pessoas que moram nos locais definidos na campanha e ainda não se imunizaram compareçam aos postos até 16 de março”, alerta a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

Devem consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme.

“Nós estamos fazendo o acompanhamento desde o surgimento do primeiro caso de febre amarelo, há 20 meses. Estamos no campo trabalhando. Já fizemos cinco transplantes hepáticos para os pacientes mais graves. Nós precisamos atender às pessoas que vivem em regiões onde a doença é uma ameaça”, explica o infectologista Marcos Boulos.

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