Bom, barato e saudável: Bom Prato funciona à noite em duas unidades

Bom, barato e saudável: Bom Prato funciona à noite em duas unidades

O Estado de São Paulo conta atualmente com duas unidades do Bom Prato Dia e Noite. O serviço ampliado no horário noturno foi criado para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, combatendo assim fome e a desnutrição.

A primeira unidade a trabalhar durante a noite foi a de Campos Elíseos, bairro da capital paulista, com 800 jantares desde 2014. A unidade, que foi revitalizada recentemente, é a única das 57 no Estado que também abre aos finais de semana,

“O Bom Prato zela muito pela qualidade com uma alimentação balanceada e à noite é extremamente importante para aquelas pessoas de pagar um jantar”, afirma a nutricionista Maiara Shimabuko. “Às vezes é a única refeição que a pessoa está fazendo no dia” conta a cozinheira Raica Tavares.

No começo deste ano, foi a vez de São Bernardo do Campo ser beneficiada com a ampliação do atendimento noturno. Por lá, além de cota diária de 300 cafés da manhã e 1,5 mil almoços, são servidas, em média, 300 refeições noturnas, podendo chegar a 800.

“O espaço significa a nossa decisão firme em combater a fome e a desnutrição no território paulista”, salienta a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Célia Parnes. “Podemos dizer que se trata de uma franquia bem azeitada de um restaurante popular com alta qualidade nas refeições e severa fiscalização nos produtos e serviços prestados ao público”, acrescenta.

“Volto bem alimentada para a casa assim como os colegas que a gente conversa por aqui”, conta a aposentada Irene Paixão Alves, frequentadora da unidade de São Bernardo. “Tudo que tem aqui eu como e graças a Deus estou satisfeito”, diz o também frequentador da unidade, o coletor Heiginane Lírio.

Programa

Criado em 2000, a rede de restaurantes populares Bom Prato oferece alimentação balanceada e de qualidade (almoço e café da manhã), com foco na população de baixa renda, idosos, desempregados e pessoas em situação de vulnerabilidade social. Trata-se do maior programa de segurança alimentar do Brasil.

O almoço, com 1.200 calorias, custa R$ 1 e é composto, em geral, por arroz, feijão, salada, legumes, um tipo de carne, farinha de mandioca, pãozinho, suco e sobremesa. No café da manhã, que tem valor tabelado de R$ 0,50, com 400 calorias em média, são oferecidos leite com café, achocolatado ou iogurte, pão com margarina, requeijão ou frios e uma fruta da estação.

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