Butantan tem programação especial para celebrar os 150 anos de Vital Brazil

Butantan tem programação especial para celebrar os 150 anos de Vital Brazil

Filhotes do acervo da instituição, incluindo de jararaca-ilhoa, espécie ameaçada de extinção, estarão em exposição aberta ao público neste domingo

Neste domingo, 3 de maio, o Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo, terá uma programação especial para celebrar o aniversário do seu primeiro diretor, Vital Brazil Mineiro da Campanha, nascido em 28 de abril de 1865.

Às 12h30, o público poderá conferir a inauguração da exposição temporária “Conservando serpentes: conheça os novos filhotes do Museu Biológico”. As novas ninhadas nasceram há alguns meses no Museu Biológico do Instituto e contam com filhotes da Bothrops insularis, ou jararaca-ilhoa, espécie ameaçada de extinção.

Antes, às 11h, haverá uma caminhada histórica pelo parque, percorrendo os prédios centenários da instituição. A atividade, guiada por educadores do instituto e será oferecida para pessoas de todas as idades, abordando detalhes da atuação de Vital Brazil no Butantan.

O primeiro grande passo para a afirmação internacional do Instituto Butantan foi dado por Vital Brazil, ao contrariar a suposição, defendida na Europa, de que haveria um único antídoto para tratar todo tipo de acidente envolvendo serpentes. Ao comprovar a especificidade dos venenos de cada espécie, que demandaria soros distintos, Vital Brazil conquistou um lugar fundamental para a ciência brasileira nessa área.

No estado de São Paulo, o Instituto passou rapidamente a ser reconhecido como referência no combate ao ofidismo, graças também à visão de Vital Brazil: ao estruturar um sistema de divulgação, parceria com as principais vias férreas do estado e permutas com fazendeiros, foi possível reduzir o número de mortes por acidentes com serpentes e aproximar o público dessa importante questão de saúde pública. Além de promover conferências e publicações sobre o tema, o Instituto fornecia caixas, rótulos e ferramentas para a captura de serpentes; as caixas podiam ser despachadas gratuitamente nas estradas de ferro conveniadas e o remetente recebia em troca o soro antiofídico. Assim, era possível estudar a biologia das serpentes e coletar o veneno para a produção de soro. Em 1911, já eram 560 os fazendeiros do estado em contato com o Butantan, que enviavam cerca de 2 mil serpentes anualmente, o que na época se traduzia na produção de 2 mil ampolas de soro.

O Instituto Butantan fica na avenida Vital Brasil, 1.500, zona oeste de São Paulo. A entrada para os três museus é única e custa R$ 6. Estudantes pagam R$ 2,50. Crianças até sete anos, idosos a partir de 60 anos e portadores de necessidades especiais não pagam. Os museus funcionam das 9h às 16h30. Mais informações: www.butantan.gov.br.

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