Câncer de bexiga pode estar relacionado ao tabagismo

Câncer de bexiga pode estar relacionado ao tabagismo

 

Dos males provocados pelo cigarro, 70% das pessoas que passam pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) para o tratamento de tumores de bexiga tem histórico de tabagismo. Esse, inclusive, é um dos principais fatores de risco para a doença.

Além disso, do total de pacientes com esse tipo de tumor, 50% já chegam com diagnóstico tardio. O principal sinal é a presença de sangue na urina. “Há diversos fatores que contribuem para o desenvolvimento do câncer, inclusive hereditários, mas é fato que o tabagismo é um hábito que pode auxiliar no desenvolvimento da doença e merece toda a nossa atenção”, aponta Marcos Dall’Oglio, coordenador da urologia do ICESP.

Nos homens, o Icesp afirma que 65% dos casos de câncer de bexiga em homens está relacionado ao cigarro. O índice de mulheres atingidas pela doença em decorrência do tabagismo chega a 25%.

“A maioria das pessoas associa o cigarro apenas ao câncer de pulmão, porém podemos afirmar que o tabagismo aumenta em três vezes a chance de desenvolver tumor na bexiga. É extremamente importante esse alerta, pois sabemos que o tabagismo é o principal fator de risco nesses casos (de câncer de bexiga)”, alerta o urologista Leopoldo Ribeiro Filho, especialista da equipe de uro-oncologia.

É importante lembrar que a fumaça do cigarro tem inúmeras substâncias químicas e carcinogênicas. Isso significa que quando os fumantes inalam a fumaça, ela é absorvida pelos pulmões, entra na corrente sanguínea e é filtrada pelos rins. Quando chega até a urina, isso pode danificar as células da bexiga e contribuir para o desenvolvimento do câncer.

A prevenção está em beber muita água (no mínimo dois litros por dia para adultos) e ter uma alimentação equilibrada, com fibras, frutas e legumes, proteínas magras e produtos naturais.

“Essa é a melhor receita na prevenção de diversas doenças, entre elas o câncer. Além disso, vamos reforçar sempre que não existe quantidade segura para o cigarro. Seguro mesmo é não fumar”, destaca o médico chefe do grupo de urologia do Icesp, William Nahas.

Combater o tabagismo é uma necessidade de todos para diminuir os casos não apenas de câncer na bexiga, como câncer de cabeça e pescoço.  Além do tabagismo, o etilismo (consumo excessivo de álcool) também está associado ao desenvolvimento desse tipo de câncer. “O álcool, assim como o tabaco, tem uma relação expressiva com a doença. Cerca de 50% dos nossos pacientes são etilistas”, alerta o médico Marco Aurélio Kulcsar.

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