Central de Transplantes do Estado de São Paulo comemora crescimento de 22% nas doações de órgãos

Central de Transplantes do Estado de São Paulo comemora crescimento de 22% nas doações de órgãos

Foram 107 mil transplantes realizados ao longo de duas décadas e o objetivo é aumentar a cada ano o número de doadores e de vidas salvas

Um sistema estruturado e que assegura vida nova a milhares de cidadãos. Assim funciona a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, que completa 21 anos em 2018 e já contabilizou 107 mil transplantes, ao longo de mais de duas décadas.

Somente o Estado de São Paulo responde por cerca de metade dos transplantes realizados em todo o Brasil – somente no ano passado, foram mais de 2 mil operações consideradas simples, que incluem coração, pâncreas, fígado, pulmão e rim. A população conta ainda com o primeiro hospital público especializado, o Euryclides de Jesus Zerbini, com capacidade para a realização de transplantes de córnea, pâncreas, fígado e medula óssea.

O órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde comemorou em 2017 o crescimento do índice de doações de órgãos – cerca de 22%. “A nossa maior conquista é garantir todos os princípios e equidade com essas pessoas., diz Marizete Medeiros, coordenadora da instituição.

Entretanto, ainda existe a preocupação com a conscientização da população sobre a importância deste ato. O promotor de vendas Rodrigo Sanchez passou recentemente por um transplante de rim e está feliz da vida. Porém, antes de passar pelo procedimento, tudo exigia muito cuidado. “Na fila, nunca sabemos quando seremos chamados. Pode demorar um dia ou anos. Quando fui chamado, senti muito medo, mas muita alegria também. Beber água e urinar normalmente é muito gratificante”, relata.

O mesmo drama atravessado pelo autônomo Marcos Antonio Trentin, que antes de receber um novo fígado, sofria muito com as dores, perdendo as forças e até a possibilidade de caminhar. “Eu não queria fazer, mas depois de transplantado, eu tenho uma vida melhor do que eu tinha antes de ficar doente”.

O médico infectologista David Uip alerta para a importância de salvar vidas, dia após dia, por meio das doações. “Para aqueles que pretendem ser doadores, é fundamental que deixem esse desejo claro às suas famílias em vida, pois somente os familiares podem autorizar ou não a retirada dos órgãos”.

São quase 15 mil pessoas ainda na fila de espera de um órgão, somente em São Paulo. Ajude a disseminar a cultura e a importância da doação.

 

 

 

 

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