‘Chute a gol’ alerta contra câncer de próstata em hospital estadual

‘Chute a gol’ alerta contra câncer de próstata em hospital estadual

Campanha incentiva homens a ‘driblar’ o preconceito e marcar um gol pela prevenção; minicampo de futebol ficará na entrada do Instituto do Câncer de SP durante todo o ‘Novembro Azul’

A partir de segunda-feira, 11 de novembro, o hall de entrada do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, maior centro de oncologia da América Latina, vai abrigar um minicampo de futebol com direito a trave, bola e grama sintética.

A ação faz parte da campanha “Drible o preconceito!”, que visa orientar a população masculina sobre o câncer de próstata.

Pacientes e acompanhantes que passarem pelo hospital ao longo do mês de novembro serão convidados a participar da brincadeira de “chute a gol”. Independentemente de marcar ou não, todos os participantes ganharão um kit personalizado com bottom e material informativo sobre prevenção de tumores e a saúde do homem. No site do Icesp (www.icesp.org.br) também estará disponível uma cartilha sobre o assunto.

Os broches com o símbolo da campanha – uma gravata azul – também serão distribuídos aos profissionais do instituto, incluindo os médicos urologistas que atendem os pacientes. A

Além disso, o espaço interativo vai contar com totens (banners) ilustrados com o símbolo da campanha para que os pacientes encaixem o rosto na parte recortada e façam fotos divertidas.

O tumor de próstata é o mais comum entre os homens e representa cerca de 10% do total de neoplasias em todo o mundo. No Icesp, o ambulatório especializado atende mais de 400 pacientes por mês.

O diagnóstico precoce permite tratamentos menos agressivos e com alto índice de cura. Por conta disso, a indicação dos especialistas é que, a partir dos 45 anos, a realização de um check-up anual vire um compromisso para toda a população masculina.

“Podemos afirmar que os homens estão mais conscientes e, por influência de esposa e filhos, buscam mais ajuda médica. Mesmo assim, a resistência ainda é grande. É nossa responsabilidade, portanto, estreitar os laços com esse público e orientá-lo sobre a importância da prevenção, os cuidados com a saúde e, principalmente, do valor da adesão ao tratamento”, destaca Maria Helena Sponton, coordenadora da ação e do Centro Integrado de Humanização do hospital.

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