Com números impactantes, Lei Antifumo é um triunfo do Governo do Estado; confira

Com números impactantes, Lei Antifumo é um triunfo do Governo do Estado; confira

É comum as pessoas pensarem em programas de saúde pública apenas em relação a hospitais e médicos, mas uma estratégia voltada a esse setor pode estar fora dos corredores das clínicas. Um exemplo disso foi praticado em agosto de 2009 pelo Estado de São Paulo, quando deu um importante passo em defesa da saúde pública ao colocar em vigor a Lei Antifumo.

Com ela, ficou proibido fumar em estabelecimentos comerciais de uso coletivo, como bares, restaurantes e casas noturnas, sujeito à multa para os interventores. Segundo a diretora técnica do Centro de Vigilância Sanitária, Maria Cristina Megid, desde lá foram mais de 1,7 milhão de inspeções pela equipe, com mais de 3,8 mil multas aplicadas e 70% de redução de monóxido de carbono em ambientes fechados.  “Além disso, em apenas 17 meses de vigência da lei, o paulista evitou 581 óbitos por infarto do miocárdio e 228 por AVC”, comemora. “São números impactantes, que nos trazem a certeza de que estamos no caminho certo, cuidando da saúde e orientando a população.”

Maria Cristina ainda ressalta o tamanho dessa vitória. “Mudar comportamento é difícil, às vezes se levam décadas. Conseguimos, no Estado, em pouco tempo, mudar o comportamento das pessoas em relação a fumar em ambientes fechados.”

Realmente não é fácil, e os números mostram isso. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 6 milhões de pessoa morrem em todo o mundo em decorrência do consumo de tabaco. Em 2030, a OMS estima que morrerão 8 milhões. O cigarro contém mais de 4,7 mil substâncias tóxicas e nicotina, que causa dependência física ou psíquica. Não existem níveis seguros para consumo.

A psicóloga especialista Ivone Charran reforça. “Cerca de 5% dos fumantes conseguem abandonar o cigarro sozinhos, sem tratamento ou acompanhamento médico. O restante, ou 95%, precisam de ajuda especializada. Parar de fumar não é fácil.”

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