Com suítes de parto, Hospital Ipiranga realiza partos normais em 2/3 das gestantes

Com suítes de parto, Hospital Ipiranga realiza partos normais em 2/3 das gestantes

Hospital estadual localizado na zona Sul da capital paulista conta com salas individuais para garantir conforto e bem-estar às parturientes. Evolução do parto é estimulada por recursos como banheiras, bolas e atividades físicas, que oferecem a possibilidade de parto normal também a gestantes de alto risco

O Hospital estadual do Ipiranga, referência para gestantes de alto risco na capital paulista e um dos pioneiros no SUS (Sistema Único de Saúde) a oferecer suítes de parto para procedimentos normais e humanizados, acaba de celebrar cinco meses de atividades em seu Centro de Parto Normal.

Por meio de uma estrutura diferenciada e equipes capacitadas, aproximadamente 60% do total de partos realizados no hospital são normais – uma média de 120 procedimentos, por mês. Desde novembro de 2014, quando esse Centro começou a operar, mais de 600 parturientes atendidas na unidade conceberam seus bebês através de parto normal.

 

O setor conta com quatro suítes nas quais as parturientes podem ficar acompanhadas por familiares e, ainda, usufruir de aparatos como banheira, bola e atividades físicas que estimulam a evolução do parto normal. Há, ainda, uma suíte específica para atendimento de gestantes alto risco  com bebês prematuros, localizada dentro do Centro Obstétrico.

Nas salas individuais, 4 em cada 5 parturientes concebem seus filhos com a presença de acompanhantes e em total privacidade. Todos os procedimentos são feitos por obstetras e enfermeiras obstétricas.

“O percentual de partos normais que atingimos no ‘Ipiranga’ é uma grande conquista, porque o atendimento às gestações de alto risco representa maiores desafios. Em geral, casos mais complexos têm maior probabilidade de evolução para cesarianas e, por isso, requerem ainda mais cuidados. Ainda assim, duas em cada três das mães que atendemos aqui dão à luz através de parto normal”, explica Marcos Tadeu Garcia, diretor da clínica de Ginecologia, Obstetrícia e Neonatologia do Hospital Ipiranga.

Além dos aspectos estruturais, o hospital também trabalha rotineiramente a importância da humanização em todas as suas atividades, tendo em vista a sensibilização dos profissionais. A equipe que atua na clínica é composta por cerca de cem médicos, no total, incluindo especialistas em Ginecologia Obstétrica e Neonatologia, além de médicos residentes.

Devido ao seu caráter pioneiro e diferenciado, o Centro de Parto Normal do hospital já foi apresentado a dezoito postos de saúde da região Sudeste de São Paulo para os quais oHospital Ipiranga é referência.

As primeiras medidas voltadas à humanização do parto foram iniciadas há quinze anos, com um projeto piloto que viabilizou a implantação de duas suítes de parto no Centro Obstétrico.

 

Parto humanizado é garantido por lei, em SP

Ainda neste mês, o diretor de Ginecologia, Obstetrícia e Neonatologia se reúne com cinquenta médicos do Hospital Ipiranga para abordar a nova legislação que assegura o direito ao parto humanizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no Estado de São Paulo.

A Lei nº 15.759, promulgada em 26 de março de 2015 pelo governador Geraldo Alckmin, garante às gestantes paulistas a possibilidade de definir um Plano Individual de Parto sob orientação de médico obstetra, além de permitir a escolha de métodos naturais e seguros para dar à luz e outras medidas que garantam o bem-estar de mães e bebês em todas as etapas gestacionais, desde que estejam em com métodos consentidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ou outras instituições de excelência reconhecida.

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