Conheça as causas e como se prevenir das pedras nos rins

Conheça as causas e como se prevenir das pedras nos rins

O surgimento de pedras nos rins aumenta na estação do verão, mas no outono os dias seguem muito quentes em São Paulo. Por isso, muitas vezes deixamos de nos hidratar adequadamente. Para prevenir o surgimento das pedras, deve-se aumentar a ingestão de água e diminuir o consumo de sal, carnes e frituras. Isso porque a perda de líquido corporal causada pelo suor e os excessos na alimentação influenciam na quantidade de impurezas que os rins precisam filtrar. O risco de pedras é maior em indivíduos com familiares que já tiveram a doença. Mais de 10% dos homens e 7% das mulheres podem ter pedras nos rins ao longo da vida.

“Sem um diagnóstico preciso e consequentemente sem tratamento adequado, a maioria dos pacientes evoluem para estágio terminal da doença renal, culminando na necessidade da utilização de métodos de substituição das funções dos rins (diálise e transplante de rim) para manutenção da vida”, explica o médico nefrologista Diogo Medeiros.

Uma das maneiras de identificar se o corpo está hidratado é pela cor da urina. Se estiver muito amarelada é sinal de que esta faltando água no corpo.

“Com a falta de hidratação necessária, a urina sofre um aumento na concentração de substâncias como cálcio, oxalato e ácido úrico, que podem formar os cálculos renais”, afirma o urologista responsável pelo ambulatório de litíase (cálculos nos rins) do Hospital do Homem, Fábio Vicentini.

As refeições diárias devem conter mais verduras, legumes frutas e saladas. Os frutos do mar, por exemplo, ainda contém altas doses de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais. “É importante também considerar a redução de frituras e carne vermelha nesta época de calor”, enfatiza o urologista Claudio Murta.

Mais de 15% da população mundial apresenta cálculos renais, sendo que na maioria dos casos é possível expelir as pedras naturalmente, pela urina. Para evitar esse transtorno, o Murta explica que a maneira mais fácil de monitorar a hidratação ideal do corpo está ao observarmos a coloração da urina. “Quanto mais transparente estiver a urina, melhor. Se estiver com aparência amarelada e escura, é sinal de que o corpo precisa de mais líquidos para manter-se hidratado, longe dos cálculos renais”, explica.

Além disso, é importante reforçar que o sal (cloreto de sódio) continua sendo o maior vilão dos rins. Use o mínimo possível do tempero no preparo dos alimentos e, sempre que possível, dê preferência as ervas naturais – salsinha, cebolinha, limão e orégano, por exemplo – que adicionam sabor e aroma as refeições. Os especialistas ainda alertam que o famoso chá de quebra-pedra não faz milagres.

“O que ajuda a dissolver e eliminar a pedra é a água do chá e não suas folhas. É importante tomar cuidado ao preparar estas bebidas, pois as ervas podem causar intoxicação se utilizadas em excesso”, ressalta Murta.

Em torno de 15% da população apresenta cálculos renais. Em 85% dos casos as pedras são pequenas e expelidas naturalmente, pela urina. O restante dos pacientes apresenta dores fortes e infecções e necessita de tratamento medicamentoso ou de intervenção cirúrgica. A chance de reincidência da doença também é grande – metade dos doentes volta a ter e alguns sofrem ainda pela terceira vez.

“Por isto é extremamente importante que os pacientes que tiveram cálculo renal procurem o médico para fazer o acompanhamento e evitar novas crises”, finaliza Vicentini.

Função dos rins 

Diariamente os rins produzem entre 1,5 a 2 litros de urina – que é responsável por eliminar as toxinas geradas pelo organismo. Quando a saúde é prejudicada pela falta de ingestão de água e alimentação inadequada, os rins não conseguem expelir as substâncias tóxicas e desequilibram a função de outros órgãos, propiciando o aparecimento de diversas doenças.

“Habitualmente, as pessoas acham que é apenas para produzir a urina. Mas ele é também responsável por regularizar a parte hormonal, como a produção da vitamina D”, explica a a nefrologista do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo Andrea Gaspar Marcos.

 

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