Conheça os três tipos de internação para usuários de drogas

Conheça os três tipos de internação para usuários de drogas

Quase 30 milhões de pessoas no Brasil convivem com um dependente de drogas na família, segundo um levantamento da Unifesp. A doença é séria e, em casos mais graves, a internação se torna necessária. No entanto, existem três tipos de internação. A voluntária, que é quando o paciente procura ajuda por vontade própria; a involuntária, quando é solicitada por familiares; e a compulsória, feita apenas em casos extremos a pedido do Ministério Público.

Marcelo Ribeiro, médico psiquiatra, afirma que a internação breve, que pode ser também involuntária, é altamente estruturada. “As pessoas têm atividades, grupos, psicólogos, médicos, porque é um momento de se reestruturar”.

As internações voluntárias, no entanto, são as que mais apresentam resultados positivos no tratamento dos dependentes. “É tranquilo, de certa forma, quando o paciente percebe que a droga faz mal e quer se tratar e cuidar do vício”, analisa Ana Carolina Siqueira, coordenadora de enfermagem.

A Lei Federal no 10.216 prevê o direito da família pedir a internação involuntária quando o dependente não aceita qualquer tipo de tratamento. Esse foi o caso de Yasmin, que começou a usar drogas há nove anos. “Já fui internada das duas formas, tanto voluntária quanto involuntária, e de chegar no Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas) e não ter condições de ser liberada”.

O Cratod, inclusive, possui um anexo do tribunal de justiça para tornar os processos mais ágeis e garantir a segurança dos dependentes e das famílias. Fernanda Dolce, promotora pública, explica: “Nosso objetivo é fiscalizar o cumprimento da lei e também funcionar com a OAB, a defensoria pública e com o Ministério Público para quando houver a necessidade de internação compulsória”.

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