Diminuir consumo de sal, carnes e frituras ajuda na prevenção de pedras nos rins

Diminuir consumo de sal, carnes e frituras ajuda na prevenção de pedras nos rins

Para prevenir o surgimento das pedras, deve-se aumentar a ingestão de água e diminuir o consumo de sal, carnes e frituras. Isso porque a perda de líquido corporal causada pelo suor e os excessos na alimentação influenciam na quantidade de impurezas que os rins precisam filtrar. O risco de pedras é maior em indivíduos com familiares que já tiveram a doença. Mais de 10% dos homens e 7% das mulheres podem ter pedras nos rins ao longo da vida.

“Eu tive pedra nos rins muito jovem, antes dos 20 anos. O médico, na época, me disse que, era preciso ter uma alimentação mais regrada, com maior consumo de frutas e legumes. Tinha dias, que passava oito, nove horas, sem beber água”, esclarece Afonso Peluso (29), que teve o problema com 18 anos de idade.

As refeições diárias devem conter mais verduras, legumes frutas e saladas. Os frutos do mar, por exemplo, ainda contém altas doses de ácido úrico, um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos cálculos renais. “É importante também considerar a redução de frituras e carne vermelha nesta época de calor”, enfatiza o urologista Claudio Murta.

Uma das maneiras de identificar se o corpo está hidratado é pela cor da urina. Se estiver muito amarelada é sinal de que esta faltando água no corpo.

“Com a falta de hidratação necessária, a urina sofre um aumento na concentração de substâncias como cálcio, oxalato e ácido úrico, que podem formar os cálculos renais”, afirma o urologista responsável pelo ambulatório de litíase (cálculos nos rins) do Hospital do Homem, Fábio Vicentini.

Mais de 15% da população mundial apresenta cálculos renais, sendo que na maioria dos casos é possível expelir as pedras naturalmente, pela urina. Para evitar esse transtorno, o Murta explica que a maneira mais fácil de monitorar a hidratação ideal do corpo está ao observarmos a coloração da urina. “Se a urina estiver com aparência amarelada e escura, é sinal de que o corpo precisa de mais líquidos para manter-se hidratado, longe dos cálculos renais”, explica.

Oito em dez dos casos, as pedras são pequenas e expelidas naturalmente, pela urina. O restante dos pacientes apresenta dores fortes e infecções e necessita de tratamento medicamentoso ou de intervenção cirúrgica. A chance de reincidência da doença também é grande – metade dos doentes volta a ter e alguns sofrem ainda pela terceira vez.

“Sem um diagnóstico preciso e consequentemente sem tratamento adequado, a maioria dos pacientes evoluem para estágio terminal da doença renal, culminando na necessidade da utilização de métodos de substituição das funções dos rins (diálise e transplante de rim) para manutenção da vida”, explica o médico nefrologista Diogo Medeiros.

Função dos rins 

Diariamente os rins produzem entre 1,5 a 2 litros de urina – que é responsável por eliminar as toxinas geradas pelo organismo. Quando a saúde é prejudicada pela falta de ingestão de água e alimentação inadequada, os rins não conseguem expelir as substâncias tóxicas e desequilibram a função de outros órgãos, propiciando o aparecimento de diversas doenças.

“Habitualmente, as pessoas acham que é apenas para produzir a urina. Mas ele é também responsável por regularizar a parte hormonal, como a produção da vitamina D”, explica a a nefrologista do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo Andrea Gaspar Marcos.

 

COMENTÁRIOS