Contato com os alimentos na horta incentiva as crianças a comerem melhor

Contato com os alimentos na horta incentiva as crianças a comerem melhor

O hábito de se alimentar bem, baseado em refeições equilibradas e ricas em frutas, verduras e fibras, deve vir desde cedo. Os adultos, no entanto, sabem bem como é difícil implementar o costume de uma alimentação saudável nos mais pequenos. Um dos métodos mais eficazes é fazer com que a criança se envolva com o alimento de um jeito divertido e didático.

“É interessante a criança entender o que ela está comendo; saber o porquê é importante comer aquilo e ensinar os diferentes sabores dos alimentos”, conta Elisabete Almeida, diretora-executiva do programa Meu Pratinho Saudável.

Sabendo da dificuldade e na importância em inserir a criançada em hábitos de alimentação saudável, o Projeto Horta Educativa é criado em uma parceria entre o Fundo Social de Solidariedade do Estado de São Paulo (Fussesp) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

A primeira qualificação de 2018 para formar novos educadores que desenvolverão ações do Projeto Horta Educativa foi realizada na última terça-feira (10), na sede da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), em Campinas. O evento reuniu 210 pessoas das áreas de educação, saúde, agricultura e meio ambiente, de 29 municípios, de várias regiões do Estado.

A ação teve como objetivo capacitar o público, para que haja multiplicação de conhecimento, entre outros temas, sobre alimentação saudável, práticas agroecológicas e produção sustentável, por meio da instalação de hortas.

Segundo Milene Massaro, diretora do Centro de Segurança Alimentar da Codeagro, que ministrou palestra sobre alimentação saudável, o número de participantes desta edição surpreendeu os organizadores. “Recebemos um número grande de pessoas em um grupo bem heterogêneo. Isso nos mostra que estamos no caminho certo e que alimentação saudável e implementação de hortas são temas transversais. Por meio desse público, poderemos contemplar crianças, em uma faixa adequada para formar bons hábitos alimentares, e suas famílias”, avalia.

À frente de um grupo de 13 pessoas ligadas às secretarias municipais de Educação, Ciências e Tecnologia; Agricultura; Meio Ambiente; e Saúde, a presidente do Fundo Social de Solidariedade de Hortolândia, Leila Dobelin, afirmou que a capacitação será essencial para a implementação do projeto no município. “Na área de Educação, iniciaremos o Horta Educativa em duas escolas, uma localizada em uma região carente e outra na região central da cidade. A partir dessas hortas, disseminaremos os conceitos aprendidos aqui, com o objetivo de incentivar as crianças e suas famílias a terem uma alimentação mais saudável e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida”, revela.

Segundo Telma Tânia de Carvalho, o projeto Horta Educativa, que entra no sétimo ano de execução, é avaliado de forma positiva nos municípios onde tem sido desenvolvido. “As avaliações anuais mostram que 95% das escolas envolvidas observaram mudanças na alimentação das crianças e que elas estão influenciando suas famílias para adotarem hábitos alimentares mais saudáveis”, destaca.

A participação na iniciativa pode ser feita de duas formas: no caso de escolas estaduais, é feita pela assinatura de um termo de cooperação com o Fussesp; em relação às escolas municipais, é por meio de convênio assinado entre os municípios e o Fundo Social.

O projeto foi elaborado para atender os alunos matriculados em instituições públicas até o 4.º ano do Ensino Fundamental. Para o desenvolvimento das atividades, é fornecido um conjunto de quatro apostilas: caderno de atividades da criança, caderno do educador, caderno do cuidador da horta e caderno da família.

As escolas participantes recebem um kit de ferramentas, doado pelo Fussesp, que contém carrinho de mão, enxada, pá, regador, mangueira, bandejas para mudas e envelopes de sementes. O Fundo Social contabiliza números expressivos até o fim de 2017:

– 298 alunos da rede pública beneficiados (até o 4.º ano do ensino fundamental)
– 541 municípios envolvidos
– 779 educadores capacitados
– 413 escolas com hortas educativas

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