Coral de pacientes laringectomizados do Instituto do Câncer de São Paulo canta pela prevenção

Coral de pacientes laringectomizados do Instituto do Câncer de São Paulo canta pela prevenção

Nesta quinta-feira (11), às 11h30, a Casa das Rosas será palco para uma apresentação especial e inusitada do Coral Amigos da Voz, composto por pacientes laringectomizados do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Após serem submetidos à cirurgia de retirada da laringe, por conta de câncer na região das cordas vocais, esses pacientes reaprenderam a se comunicar utilizando a “voz do esôfago”, que substitui a voz laríngea usando a via digestiva para produzir sons.

No repertório, sucessos como “Trem das Onze”, composição de Adoniran Barbosa eternizada pelo grupo Demônios da Garoa, e “É Preciso Saber Viver”, do grupo Titãs. Além do coral, equipes do Instituto do Câncer e da empresa Merck Brasil estarão no local orientando o público circulante pela região da Avenida Paulista.

O Julho Verde é o mês de conscientização sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. Levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo aponta que 6 a cada 10 pacientes com câncer de cabeça e pescoço atendidos na unidade já foram disgnosticados em estado avançado da doença, o que significa chances de cura entorno de 40%, enquanto a probabilidade em tumores precoces pode chegar a 90%.

Os tumores considerados de cabeça e pescoço são aqueles localizados na boca, faringe, laringe, glândulas salivares, cavidade nasal e da tireoide.

“O prognóstico dos cânceres de cabeça e pescoço varia conforme seu estadiamento. Nos casos precoces, podemos falar em cura entorno de 70 a 90%. Já nos tumores maiores, com estadio avançado, a sobrevida cai para de 30 a 50%, além de elevar o custo do tratamento – os tumores precoces possuem custo de tratamento 10 vezes menor que os avançados”, afirma o Chefe do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Marco Aurélio Kulcsar.

O tabagismo e o etilismo são fatores de risco para o surgimento da doença. Estudo recente do Instituto apontou que 80% dos pacientes com esses tipos de tumores atendidos no hospital são ou já foram tabagistas. Quando se trata do etilismo (consumo excessivo de álcool), os números representam 50% dos pacientes.

Reconhecer o tumor precocemente é o principal fator de cura. Os sinais mais comuns de alerta são manchas avermelhadas ou brancas na boca, aftas persistentes, lesões nos lábios que não cicatrizam, rouquidão que não melhora, nódulos no pescoço, dificuldade para engolir e mudança na voz. “É importante procurar uma avaliação médica se qualquer sinal de alerta persistir por mais de 15 dias. Quanto antes o paciente for diagnosticado, maiores são as chances de cura e qualidade de vida após o tratamento”, completa Kulcsar.

 

SERVIÇO

Apresentação Coral Amigos da Voz

Quando: quinta-feira, 11 de julho

Onde: Casa das Rosas

Endereço: Av. Paulista, 37

Horário: 11h30

Gratuito

 

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