Curso “Criação e Manejo de Zebrafish” tem suas inscrições abertas

Curso “Criação e Manejo de Zebrafish” tem suas inscrições abertas

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo realiza no mês de novembro a 6ª edição do curso de extensão universitária Criação e Manejo deZebrafish.

A capacitação é voltada para profissionais e estudantes de pós-graduação envolvidos em pesquisa do Zebrafish como modelo animal. O programa aborda as características físicas, a reprodução, crescimento, alimentação do peixe e as condições ideais para um biotério de Zebrafish.

Os participantes poderão ver também, a criação deste animal na Plataforma Zebrafish do Instituto Butantan, as vantagens de utilização para pesquisas além da utilização deste animal em ações de divulgação de Ciência.

O curso é gratuito com disponibilidade para 30 vagas e ocorre entre 4 a 8 de novembro de 2019, das 9h às 18h. As coordenadoras são as pesquisadoras Mônica Lopes Ferreira e Carla Lima, responsáveis pela Plataforma Zebrafish do CeTICS Butantan.

Os interessados deverão enviar uma justificativa de sua participação no curso e o currículo Lattes resumido (por meio de arquivos anexados em PDF) para o endereço difusao.cetics@butantan.gov.br até o dia 11 de outubro de 2019.

A lista de aprovados será divulgada por meio do site www.butantan.gov.br na área Cursos 2019 a partir de 18 de outubro de 2018. Os candidatos admitidos serão convocados por e-mail e deverão confirmar participação até 25 de outubro de 2019.

Para “aposentar” ratos de laboratório em pesquisas

No fim de setembro, foi realizado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o VI Simpósio Zebrafish como Modelo Animal para Pesquisa.

O pesquisado e professor Michael Kent, da Universidade de Oregon (Estados Unidos), que trabalha com o zebrafish há mais de 20 anos, declarou que “hoje, o modelo é aceitável e está em segundo lugar como animal mais utilizado em pesquisas no mundo”. Kent afirmou que esse peixe “apresenta 70% dos genes semelhantes aos humanos, e essa similaridade se intensifica no nível molecular”.

A proposta do simpósio foi de proporcionar a troca de experiências e conhecimentos sobre aspectos da utilização do peixe zebrafish na área científica.

A cientista Rita Fior, da Fundação Champalimaud, líder de um grupo de pesquisa que investiga como o zebrafish pode auxiliar médicos a definirem o melhor tratamento para pacientes oncológicos, disse que a escolha do peixe foi pela rápida resposta do animal, se comparado com outros modelos vivos. “Estamos ainda em fase de pesquisas, mas a expectativa é chegar a definições que ajudem os médicos a escolherem a melhor terapia de tratamento para aquele paciente em particular”.

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