Dia do Combate ao Glaucoma: a prevenção é o melhor remédio

Dia do Combate ao Glaucoma: a prevenção é o melhor remédio

O diagnóstico precoce pode conter os avanços da doença e garantir melhor qualidade de vida aos pacientes

O dia 26 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, uma doença degenerativa que pode causar cegueira se não for diagnosticada de forma precoce, por meio de exames oftalmológicos específicos para verificar o fundo do olho e a pressão ocular. Especialistas alertam que na maioria das vezes o paciente só procura um especialista quando já tem cerca de 90% da visão comprometida.

Foi o caso do aposentado Adauto Mendes de Souza, cujo primeiro sintoma foi um incômodo no olho. “Era como um cisco ou muitas vezes parecia um formigueiro, mas por conta do serviço fui deixando passar”, explica. Quando procurou ajuda médica, recebeu o diagnóstico de glaucoma e já não enxergava mais com um dos olhos. Em geral, a perda começa pela visão periférica até atingir a cegueira total.

A principal causa do glaucoma é o excesso de pressão ocular, que pode ser potencializado por fatores como o diabetes, a hipertensão e o excesso de remédios com cortisona, que funciona como anti-inflamatório e imunossupressor. O histórico familiar e a etnia também podem influenciar – pesquisas apontam que negros e orientais têm propensão maior a desenvolver a doença.

“O glaucoma é uma doença que afeta o olho, crônica e que vai evoluindo e matando, lentamente, o nervo do olho”, explica o oftalmologista Rodrigo Cervellini. O tratamento para casos detectados precocemente conta com a aplicação diária e ininterrupta de colírios. Para os casos mais avançados são indicados tratamentos cirúrgicos a laser, menos invasivos e que garantem boa qualidade de vida ao paciente.

Estima-se que o mundo tenha hoje cerca de 60 milhões de pessoas com glaucoma. “É preciso alertar a população para procurar o oftalmologista e solicitar o exame de fundo de olho e pressão intraocular. Quanto mais precocemente descobrirmos o glaucoma, mais fácil será para estabilizarmos a doença e assim salvarmos milhões de pessoas da cegueira irreversível”, enfatiza o oftalmologista Luiz Gonzaga Alexandre, do Hospital Brigadeiro.

“Sou diabético e descobri o problema há 10 anos. Vim aqui no Hospital Brigadeiro – que fica ao lado de casa – para fazer o tratamento. O médico disse, na época, que se eu demorasse mais tempo, poderia perder a visão”, explica o paciente Luis Antonio Damasceno.

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