Dia Mundial do Idoso: Saúde alerta sobre o risco de quedas

Dia Mundial do Idoso: Saúde alerta sobre o risco de quedas

Você sabia que no estado de São Paulo existem aproximadamente 4 milhões de pessoas idosas, dentre as quais 1,5 milhão vive na capital? Essa parcela significativa da população (11,6 dos cidadãos paulistas) requer necessidades diferentes dos adultos. O risco de quedas para uma pessoa de até 50 anos pode, por exemplo, não ter a mesma gravidade para uma pessoa idosa.

Segundo a fisioterapeuta Deise Ferreira, as consequências decorrentes de quedas têm grande impacto na qualidade de vida do idoso, pois podem levar à restrição da mobilidade, incapacidade funcional, isolamento social, insegurança, medo de cair e ocorrência de novas quedas.

“Uma fratura, por exemplo, pode demorar mais tempo para ser curada, exigindo uma internação maior, o que pode ocasionar outros problemas como infecções”, enfatiza Claudia Fló, coordenadora da área de Saúde do Idoso da Secretaria de Estado da Saúde. Além disso, nos idosos, é comum a ocorrência de multimorbidades “essas doenças agravam o quadro clinico do paciente, dificultando ainda mais a recuperação”.

“Nosso objetivo é conscientizar não apenas a população idosa, mas também aqueles que convivem com os idosos, como familiares e cuidadores, sobre os cuidados que devem ser tomados. A queda para uma pessoa idosa pode trazer efeitos devastadores”, completa Claudia.

A Secretaria da Saúde lista abaixo dois pilares que podem ser aplicados no dia a dia a fim de melhorar a qualidade de vida não apenas dos idosos, mas de todos a sua volta.

– Seja gentil. Fica mais difícil para a pessoa idosa levantar a perna para subir no ônibus, ou em erguer os braços acima da linha do ombro para alcançar um objeto lá no alto. Por isso, ajude sempre quem tem dificuldade para subir no transporte, ou ajude em tarefas simples de casa. “Com o passar dos anos as articulações se tornam mais duras e os movimentos menos amplos. A coluna perde parte dos movimentos de rodar, então fica mais difícil alcançar um objeto atrás do corpo, e a capacidade de lateralizar o tronco diminui à metade, assim fica mais difícil de manter o equilíbrio”, explica o geriatra Eduardo Canteiro Cruz.

– Tenha paciência. O tempo de resposta do idoso frente a um obstáculo é maior, tanto para parar quanto para desviar. Por isso, tenha paciência com a pessoa que estiver a sua frente ou dê passagem para o idoso atravessar se você for o motorista. “A atenção para realizar duas ou mais tarefas diminui conforme envelhecemos. A visão também piora conforme ficamos mais velhos. A partir dos 40 anos, nossa capacidade de focar os objetos diminui e como enxergamos de maneira pior, temos um risco maior de cair”, reitera Cruz.

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