Doação de órgãos cresce 22% em São Paulo

Doação de órgãos cresce 22% em São Paulo

No ano passado, a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, completou 20 anos de existência e bateu a marca de 107 mil transplantes realizados. Hoje, esse número continua crescendo.

O Estado de São Paulo responde atualmente por cerca de metade dos transplantes realizados em todo o país. Ainda em 2017, a Central registrou a realização de 2,2 mil transplantes simples, sendo eles de coração, pâncreas, fígado, pulmão e rim.

“A nossa maior conquista é ter um sistema estruturado para garantir todos os princípios e equidade com essas pessoas. Comemoramos também o aumento de 22% do número de doadores em 2017 em relação a 2016.” comenta a coordenadora da instituição, Marizete Medeiros. A proposta é de continuar aumentando ano a ano o número de doadores e consequentemente de transplantados.

A implantação de um sistema estadual, que regula a distribuição transparente de órgão captados, favorece a organização de uma fila de espera baseada no tempo de cadastro dos pacientes, compatibilidade e gravidade da situação. Com base nesse processo, quando surge a disponibilidade do órgão oriundo de morte encefálica, gera automaticamente a relação do possível receptor.

“As doações ajudam a salvar vidas. Para aqueles que pretendem ser doadores é fundamental que deixe, esse desejo claro às suas famílias em vida, pois somente os familiares podem autorizar ou não a retirada dos órgãos.” diz David Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo. ‘Por mais expressivos que sejam os números para a saúde, ainda estão abaixo da real capacidade do Estado. Em São Paulo, ainda são 15 mil pessoas na fila de espera. Portanto,  é preciso reforçar a cultura da doação entre as famílias.

 

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