Doação de órgãos: pacientes reconstruíram suas vidas depois do transplante

Doação de órgãos: pacientes reconstruíram suas vidas depois do transplante

No ano passado, a Central de Transplantes do Estado de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, completou 20 anos de vida, atingindo a marca de 107 mil transplantes realizados. “A nossa maior conquista é ter um sistema estruturado para garantir todos os princípios e equidade com essas pessoas.” comenta a coordenadora da instituição, Marizete Medeiros. A proposta é de continuar aumentando ano a ano o número de doadores e consequentemente de transplantados.

O Hospital de Transplantes Euryclides de Jesus Zerbini é o primeiro hospital público especializado em transplante de órgãos. A instituição tem capacidade para realização transplante de córneas, pâncreas, fígado e medula óssea.

É por isso que a unidade é responsável por salvar tantas vidas e ressalta a importância da doação de órgãos. Algumas histórias são inspiradoras e mostram pacientes que conseguiram reconstruir suas vidas depois de passar por um transplante.

Rodrigo Aparecido Pereira Sanchez é promotor de vendas, e passou recentemente por um transplante de rim. Ele afirma que sua vida, antes do procedimento, era cheia de cuidados e riscos.

“Nós estamos na fila, mas nunca sabemos quando vamos ser chamados. Pode demorar um dia ou então anos. Quando eu fui chamado, fiquei com muito medo, mas senti muita alegria. Só de pensar em poder beber água e voltar a sentir a vontade de urinar, é muito gratificante”.

Romeu Teieira Nalon, aposentado, passou recentemente por um transplante de fígado e afirma que não acreditava que fosse conseguir andar mais devido aos problemas de saúde que tinha. “Eu sempre valorizei a vida, mas agora eu vivo de uma outra forma. Feliz daquele que recebe um órgão para recomeçar, pois é muito importante”.

A vendedora Luciana Marques da Silva também teve um fígado transplantado e conta das fortes dores de cabeça que sofria, assim como tonturas e desmaios. “A minha vida mudou completamente. Meu sonho era ser mãe e, com o transplante, consegui engravidar depois de três anos”.

Marcos Antonio Trentin, autônomo, ganhou um novo fígado e conta que tinha dores 24 horas por dia, que perdeu as forças e já não conseguia mais caminhar. “Eu não queria fazer o transplante, mas algumas pessoas que já tinham passado pelo procedimento conversaram comigo e me mostraram o quanto seria importante. E me falaram uma frase que fez diferença: depois de transplantado, eu tenho uma vida melhor do que eu tinha antes de ficar doente”.

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