Doação de sangue é fundamental para salvar vidas

Doação de sangue é fundamental para salvar vidas

Trabalho realizado pela Fundação Pró-Sangue atende a hospitais de todo o Estado

A Fundação Pró-Sangue, instituição ligada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), realiza ações durante todo este mês em razão do Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado no último dia 14. A data tem por objetivo não só aumentar a conscientização sobre a oferta de sangue seguro, mas sobretudo agradecer os doadores de sangue pelo seu gesto que salva vidas.

Entre as ações estão o Junho Vermelho, do grupo Bombeiro Sangue Bom, a campanha do Comando Geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo e parcerias de divulgação estabelecidas com o Metrô, o Facebook (ferramenta de doação), a ARTESP, a JCDecaux (que gerencia os relógios de rua) e o Movimento Eu Dou Sangue, além de diversos veículos de comunicação.

Em 2018 a celebração da data vem acompanhada de uma grande campanha internacional da OMS (Organização Mundial da Saúde) que traz o seguinte tema: “Doe Sangue. Compartilhe Vida”. A ideia é trazer um agradecimento aos doadores de sangue e realçar a profunda conexão que há entre essas especiais pessoas e os pacientes que precisam de transfusão.

Segundo dados da OMS, a cada ano mais de 92 milhões de bolsas de sangue são coletadas no mundo, sendo que o Brasil registra mais de 3,5 milhões de doações por ano. O nefrologista Dr. Luis Felipe Cintra levou sua esposa doar sangue no posto Clínicas da Pró-Sangue. “Eu tenho hábito de doar sangue duas vezes ao ano. Hoje, trouxe minha esposa comigo, ela vai doar sangue pela primeira vez”, explica.

O sangue doado nos postos da Fundação Pró-Sangue é distribuído para mais de 100 unidades públicas de saúde de São Paulo. Neste ano, a fundação comemorou 4,5 milhões de bolsas coletadas desde sua criação, em 1984, mas o número não reduz a necessidade constante de doações.

“Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde, vir alimentado, ter entre 16 e 69 anos (para menores, consultar site da Pró-Sangue), pesar mais de 50 kg e trazer documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação do candidato. Vale lembrar que é bom evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente” explica o presidente da Fundação, Vanderson Rocha.

Vale lembrar que é bom evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação, e 12 horas no caso de bebidas alcoolicas. Quem se resfriar deve esperar pelo menos uma semana após a recuperação para estar novamente apto.  “É muito importante que as pessoas que chegam para doar sangue estejam cientes dos impedimentos temporários e definitivos”, explica a médica hometerapeuta Sandra Esposti.

A Fundação Pró-Sangue é uma instituição pública ligada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), mantendo com a última estreito laço de cooperação acadêmica e técnico-científica. Criada em 1984, a FPS tem como principal missão fornecer sangue, hemocomponentes e serviços hemoterápicos concordantes com a legislação vigente e com os padrões internacionais de qualidade.

Carlos Roberto Jorge, médico da Fundação Pró-Sangue, reforça o apelo da importância de doar. “Vir bem alimentado e com documento de identificação para a entrevista de triagem inicial já é suficiente para ajudar”, afirma.

Mensalmente, a FPS coleta e processa cerca de 12 mil bolsas de sangue destinadas ao atendimento de cerca de 100 instituições públicas da rede estadual de saúde, entre elas o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração, o Instituto do Câncer de São Paulo e o Hospital Dante Pazzanese.

Todas as bolsas de sangue doadas na FPS permanecem inicialmente em quarentena, aguardando a realização de exames obrigatórios pela legislação vigente destinados fundamentalmente à detecção de doenças infecciosas transmitidas pela transfusão, como doença de Chagas, sífilis, HIV, hepatites B e C e HTLV-I e II, e teste NAT (em inglês, Teste de Ácido Nucleico) para hepatites B e C e HIV. Somente após confirmação de resultados negativos em todos esses testes, as bolsas são liberadas para uso nas instituições de saúde.

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