Em ‘Hospital do Homem’ 35% dos pacientes com disfunção sexual são diabéticos

Em ‘Hospital do Homem’ 35% dos pacientes com disfunção sexual são diabéticos

Dado foi constatado entre os pacientes que se submeteram ao implante de prótese peniana entre 2011 e 2014

Levantamento do Centro de Referência em Saúde do Homem, unidade da Secretaria de Estado da Saúde gerenciada em parceria com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), na capital paulista, revelou que 35% dos homens em tratamento para disfunção sexual na unidade sofrem de diabetes.

A análise levou em consideração 150 pacientes que se submeteram ao implante de prótese peniana entre 2011 e 2014. A idade média dos homens variou entre 50 e 70 anos. O ‘Hospital do Homem’ é referência pública nacional para cirurgias de prótese peniana semirrígida.

A diabetes, quando não controlada corretamente, causa o estreitamento das artérias e diminui a circulação do sangue dificultando a ereção. Homens diabéticos que possuem outras condições crônicas têm risco maior de piora no quadro de disfunção erétil. O acompanhamento da diabetes deve ser realizado com clínicos gerais ou endocrinologistas.

Cerca de 50% dos homens acima dos 40 anos podem apresentar alguma dificuldade relacionada às ereções. “Fatores como hipertensão arterial, sedentarismo, tabagismo, obesidade, alterações hormonais, alcoolismo e drogas também levam a disfunção erétil”, explica o urologista do ambulatório de disfunção sexual do “Hospital do Homem”, Danilo Galante. Entre os jovens, as causas psicológicas são mais comuns quando acontecem problemas de ereção.

A impotência sexual é caracterizada pela dificuldade recorrente do homem manter a ereção durante o ato sexual. Quando os episódios ocorrem repetidas vezes, o homem deve procurar um urologista que vai avaliar o quadro de forma específica para orientar o melhor tratamento.

Nem todos os homens que sofrem vez ou outra de problemas de ereção tem disfunção erétil. “Após avaliação clínica, decidimos o tratamento conjuntamente com o paciente. As opções são: medicamento via oral, drogas injetáveis no local, e como último recurso o implante de prótese peniana”, conclui Galante.

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