Estudantes da Univesp conscientizam crianças sobre o combate à dengue

Estudantes da Univesp conscientizam crianças sobre o combate à dengue

Alunas de Pedagogia do polo de Lençóis Paulista, da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), Amanda Lopes, Andressa da Silva, Daiany Ferreira, Jaqueline Aguilera, Liciane Mansano e Maria Jussara da Silva escolheram a dengue como tema do Projeto Integrador do último semestre.

A iniciativa, chamada proposta didática de conscientização da dengue por meio de brincadeiras e da socialização com crianças de 4 e 5 anos em uma escola de educação infantil, foi aplicada na Creche e Centro Educativo Monteiro Lobato, em Bauru, no interior paulista.

Conhecimento

Segundo dados divulgados pela Prefeitura Municipal, a cidade registra diversas notificações da doença neste ano, fato que despertou nas estudantes o desejo de abordar o assunto.

“Tivemos como metas nesse projeto conscientizar as crianças sobre a importância das ações integradas entre a sociedade no combate à doença, sensibilizá-las para a necessidade de cuidar do meio ambiente, desenvolver hábitos e atitudes que ajudem a diminuir a proliferação do mosquito transmissor e oferecer aos alunos conhecimento sobre os criadouros”, salienta Daiany Ferreira.

O primeiro passo para o desenvolvimento da ação foi a realização de pesquisas bibliográficas e de campo, com a equipe escolar e com envio de questionário para os pais dos alunos, avaliando o conhecimento de cada família sobre a dengue. No estudo, foi verificado que 87% dos entrevistados relataram casos próximos de pessoas infectadas, reflexo do alto índice de ocorrências no município.

Baseado no método de design thinking, o grupo decidiu que a melhor forma de trabalhar o tema seria utilizando o lúdico, já que nessa faixa etária os pequenos aprendem e se relacionam por meio de brincadeiras.

Atividades

Para a aplicação, reuniram as crianças em sala de aula e organizaram a contação de histórias do livro “Chapeuzinho Vermelho Contra a Dengue”, adaptado de uma peça teatral e ilustrado pelas futuras pedagogas. “Percebemos que a atividade desenvolveu nas crianças habilidades sociais e emocionais, além do senso de coletividade e empatia”, acrescenta Daiany Ferreira.

Após escutarem a história, os aprendizes desenharam a parte do conto que mais gostaram, o que estimulou a imaginação e a criatividade. A ação foi encerrada com a colagem dos desenhos na parede da escola e a socialização das crianças, exibindo as artes umas para as outras.

Segundo Renata Giancoli, professora da creche, as crianças absorveram as informações e estão levando o conteúdo educativo para casa. “Os pais comentam que os filhos pedem para eles limparem o quintal e colocarem as garrafas viradas para baixo para não acumular água. Esse retorno é muito positivo”, revela a docente.

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