Falta de água é um dos principais fatores para a formação de cálculo renais

Falta de água é um dos principais fatores para a formação de cálculo renais

A época mais quente do ano ajuda a aumentar o número de casos de pedras nos rins. Mudanças na alimentação e o aumento da ingestão de líquidos são algumas maneiras de se evitar o problema, como explica o urologista do Centro de Referência em Saúde do Homem, Joaquim Claro.
“O verão todos nós vamos transpirar, portanto vamos ter um volume de urina menor.  Por isso, é possível que esses cristais se juntem, se agrupem e formem cálculos. Pedra no rim é uma das dores mais fortes da medicina”, explica Joaquim.

“Eu sentia muita dores nas costas. As dores se transformaram em cólica, e ficou insuportável. Eu não tinha posição boa para nada, nem para sentar e nem para dormir”, comenta o auxiliar de pedreiro e paciente do CRI Norte, Vágner Roberto.

Cerca de 10% da população pode vir a ter cálculo renal alguma vez na vida. “A falta de água é um dos principais fatores para a formação das chamadas pedras. No verão, perdemos muito líquido devido à transpiração, assim, a urina fica concentrada, o que pode favorecer a formação dos cálculos. Sucos naturais de limão, laranja, melão e melancia, assim como água de coco, também ajudam a urinar bastante. Já os refrigerantes não contribuem para a prevenção”, explica o urologista Fábio Vicentini, chefe do Setor de Endourologia e Cálculo Renal do Centro de Referência.

De acordo com Vicentini, além dos cálculos, a falta de hidratação adequada pode causar um aumento na chance de infecções urinárias. “Uma forma prática para verificar se você está hidratado ou não é a cor de sua urina. Se estiver amarelo bem claro, quase transparente, está bom. Amarelo forte significa que está faltando água no corpo. Se estiver assim, tome dois copos de água na sequência”, alerta.

Seu João foi operado por conta de uma pedra nos rins. Ele tinha uma pedra de 6mm que foi retirada com cirurgia. “Na minha vida eu tive que aprender tomar água, tive que me reeducar. Hoje, onde eu vou a garrafinha de água vai junto comigo”, explica o porteiro e paciente do Centro de Referência do Idoso, João Amilton dos Santos.

 

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