Familiares de pacientes com câncer têm “intensivão” com robôs no Icesp

Familiares de pacientes com câncer têm “intensivão” com robôs no Icesp

Programa “Ensinando a Cuidar” usa robôs de alta fidelidade para treinar acompanhantes nos cuidados pós-alta; Alimentação por sonda e traqueostomia são alguns dos temas das aulas práticas

O uso de equipamentos como sondas e cateteres faz parte do dia a dia de grande parte dos pacientes em tratamento de câncer e demanda atenção não só dos profissionais de saúde como também de seus cuidadores e familiares. Pensando nisso, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), órgão ligado a Secretaria de Estado da Saúde e a Faculdade de Medicina da USP, passou a realizar aulas práticas para acompanhantes, toda semana, utilizando robôs de alta tecnologia para simular situações vivenciadas no dia a dia, como alimentação por sonda.

Os treinamentos são realizados no Centro de Simulação Realística em Saúde (CSRS) do Instituto. Os pacientes-robôs imitam os mesmos sintomas e sinais vitais de um ser humano com sons cardíacos e movimento pulmonar, podendo ainda transpirar, tossir e vomitar.

Intitulado “Ensinando a cuidar”, o programa oferece habilidade e mais tranquilidade ao familiar ou cuidador dos pacientes que fazem uso de cateter enteral (sonda), traqueostomia, colostomia ou drenos, melhorando a adesão as práticas ensinadas no momento de alta do paciente, antes dele voltar para casa.

Além de apresentações teóricas voltadas exclusivamente aos acompanhantes e conduzidas por um time multidisciplinar composto por nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e outros profissionais do grupo de educação, os encontros contam, ainda, com ensinamentos práticos para o manuseio e limpeza correta desses dispositivos.

“O paciente recebe auxílio de diversos profissionais enquanto está no hospital. Mas, na hora que vai embora, fica inseguro sobre como continuar o cuidado. As aulas práticas vão ajudar a família e os cuidadores a saírem daqui mais seguros para colocar em prática cuidados mais específicos e que farão parte de suas rotinas”, explica Wania Regina Mollo Baia, diretora geral de assistência do Icesp.

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