Fundação Pró-Sangue conta com rede especializada para doadores raros

Fundação Pró-Sangue conta com rede especializada para doadores raros

Os tipos sanguíneos A, B, AB e O e o fator RH positivo ou negativo são os mais conhecidos, mas você sabia que esses não são os únicos que existem? No total, são 34 sistemas sanguíneos, porém menos de 1% da população possui características únicas de outros sistemas de sangue.

Quando um caso como esse acontece, é necessário encontrar um doador de fenotipagem compatível. Por conta disso, a Fundação Pró-Sangue dispõe de uma Rede de Doadores com Fenótipos Raros, denominada Redofera, que ajuda nesse atendimento.

Se um receptor com sangue raro recebe sangue não raro, pode desenvolver anticorpos que passam a destruir o sangue transfundido. Isso pode provocar danos renais e, até mesmo, agravar o quadro clínico do paciente.

Os doadores dessa rede devem seguir o mesmo critério e é preciso que estejam aptos. Isso significa que o candidato não pode estar no “intervalo de inaptidão temporária”, comum a todos que fizeram uma doação de sangue: homens, dois meses, e mulheres, três meses.

O ideal é que esse tipo de doador esteja sempre de prontidão para fazer sua doação no momento em que surgir um receptor raro, compatível ao seu sangue. Ou seja, eles não podem doar a qualquer momento como as outras pessoas.

É importante que esses doadores saibam que são portadores de um fenótipo raro. Essa informação é fundamental caso passem por uma cirurgia que necessite de transfusão.

Por isso, a Pró-Sangue disponibiliza o cartão Redofera, que traz no verso sua respectiva fenotipagem. A ideia é que estas pessoas estejam sempre de posse desse documento, deixando sempre na carteira ou na bolsa.

Procedimento para doar

Para doar sangue, basta estar em boas condições de saúde, comparecer alimentado ao posto de coleta, ter entre 16 e 69 anos (menores devem consultar site Secretaria da Saúde e maiores de 60 anos devem ter doado ao menos uma vez antes de completar a idade), pesar mais de 50 kg e levar documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação do candidato.

“É importante que as pessoas que moram perto de hemonúcleos e bancos de sangue procurem estas unidades para a doação. O sangue e as plaquetas são essenciais para os atendimentos de urgência e emergência”, explica Dante Langhi, diretor da Hemorrede.

É recomendável evitar alimentos gordurosos nas quatro horas que antecedem a doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta à doação.

Outros impedimentos poderão ser identificados durante a entrevista de triagem, no dia da doação. Para tanto, basta acessar o site da secretaria de Estado da Saúde e consultar os pré-requisitos de doação.

Segundo Sandra Montebello, médica da Fundação Pró-Sangue, o alerta para o risco de faltar sangue é constante e independe do atual momento acarretado pela greve. “Crises econômicas em geral afetam o funcionamento do banco. Pessoas não querem faltar ao trabalho e, muitas vezes, não têm dinheiro nem mesmo para o transporte até o hemocentro mais próximo. E se os níveis de estoque baixam ainda mais, a situação poderá ficar preocupante”.

Para mais informações, basta acessar o site e seguir as indicações dos especialistas da Fundação: http://www.prosangue.sp.gov.br/home/Default.html.

COMENTÁRIOS