Gestação de Risco: causas e prevenção

Gestação de Risco: causas e prevenção

Quando falamos em gestação de risco, logo pensamos na futura mamãe passando o período gestacional deitada, sem poder realizar nenhum tipo de tarefa. Porém, diversas situações que não obrigam a mulher ficar em repouso, também são relacionadas a esse tipo de gestação.  Mas afinal, o que é uma gestação de risco?

Qualquer gravidez que tenha um risco biológico, psicológico ou social associado é considerada de risco, explica Maria Rita Lemos Figueiredo, diretora obstétrica do Hospital das Clínicas. Uma gravidez antes dos 18 ou após os 36 anos de idade, pode ser considerada de risco, já que a mulher e o bebê ficam mais vulneráveis a possíveis complicações à saúde que vão desde hipertensão a diabetes.

Durante uma gestação na adolescência, pode haver complicações, uma vez que o organismo ainda está em formação, sofrendo um risco maior de quadros de hipertensão. Já após os 36 anos há uma chance maior de risco pelo envelhecimento dos óvulos, podendo ocasionar uma má formação fetal. Com o passar do tempo a gravidez torna-se mais delicada e deve ser cercada de maiores cuidados.

Os riscos de uma gestação são tanto para o feto quanto para a mãe. Para o bebê pode ocorrer má formação, parto prematuro e desnutrição. Além de potencializar possíveis doenças metabólicas durante o período da infância. Já a mulher pode desenvolver hipertensão arterial, diabetes e doenças associadas ao parto.

A melhor maneira de prevenção é através do pré-natal precoce, que oferecerá uma assistência adequada a gestante. Segundo a diretora obstétrica, “é importante que a gestante tenha uma dieta adequada, evitando engordar demais durante a gravidez e que ela mantenha uma atividade física”. Essas atitudes podem evitar problemas à saúde tanto da mamãe e quanto do bebê.

Alimentação e sobrepeso

Mulheres grávidas que se alimentam de forma adequada e evitam riscos tendem a ter menos complicações durante a gestação e no parto. E elas dão à luz a bebês maiores e mais saudáveis.

O alerta é do programa “Meu Pratinho Saudável”, parceria do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com a LatinMed Editora em Saúde.

Segundo a médica Elisabete Almeida, diretora-executiva do programa, uma dieta balanceada é um dos elementos mais importantes para assegurar o futuro da mãe e do bebê.

“As mulheres que entram na gestação no peso ideal e ganham entre 11 e 15 kg têm menos problemas do que as que ganham mais ou menos que isso”, alerta a especialista.

Ela diz que o peso ganhado durante a gestação representa o peso do feto e das partes do organismo que suportam o desenvolvimento dele. O volume sanguíneo aumenta em 50% ou mais e as mamas também crescem. O organismo ainda constrói reservas para sustentar o crescimento rápido do bebê e para proporcionar energia para o trabalho de parto e amamentação.

Ainda segundo Elisabete, muitas mulheres se preocupam demasiadamente com o peso e temem um aumento excessivo durante a gestação. Mas nessa época, a prioridade deve ser o ganho adequado de peso para o completo desenvolvimento do bebê.

“Se a mãe estiver abaixo do peso quando ficar grávida, um aumento de 12 kg a 18 kg é indicado. Se estiver acima do peso, esse aumento deve ser de 7 kg a 12 kg”, observa a médica.

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