Hospital de Presidente Prudente realiza primeira captação de coração do ano

Hospital de Presidente Prudente realiza primeira captação de coração do ano

No último dia 4 foi realizada a primeira captação de coração do ano e a segunda múltipla de órgãos para transplantes no Hospital Regional de Presidente Prudente ‘Dr. Domingos Leonardo Cerávolo’, motivo para muita alegria e comoção na unidade. A família da doadora de 38 anos, vítima de uma trombose venosa cerebral, autorizou o procedimento na mesma noite.

Segundo Janaine Fernanda dos Santos, enfermeira responsável pela Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos e Transplantes (CIHDOTT), o trabalho do Hospital Regional foi integrado ao da Central Estadual de Transplantes (CET) e da Organização de Procura de Órgãos (OPO).

“A parceria de sucesso possibilitou a captação de coração, fígado, rins e córneas da paciente. Com este ato da moradora de Teodoro Sampaio, seis pessoas serão beneficiadas pelas equipes médicas vindas das cidades de São Paulo, Sorocaba, Marília e aqui em Presidente Prudente”, diz.

A enfermeira ainda complementa que o receptor do primeiro coração captado em 2020 na unidade estava há dois anos na fila dos transplantes e hoje vai poder sentir um novo coração pulsando dentro do seu peito. “É muito gratificante poder saber que o nosso trabalho devolve a alegria de viver de outras pessoas”, explica.

Durante o procedimento também esteve presente o cirurgião cardiovascular do Núcleo de Transplantes do Instituto do Coração (InCor) do HCFMUSP, Ronaldo Honorato Barros dos Santos. Ele enfatizou durante a entrevista a importância da doação de órgãos para os pacientes que estão na fila de transplantes.

“Estou aqui hoje para captar o coração para um paciente de 35 anos, portador de uma doença de chagas, infelizmente teve piora no seu quadro clínico e estava sendo mantido dentro da Unidade de Terapia Intensiva do InCor, através de um suporte mecânico. Agora, ele tem a chance de possuir um órgão que lhe dará mais qualidade de vida”.

O procedimento

O médico coordenador da CIHDOTT, Renato Ferrari, destaca que quando um paciente evolui para o diagnóstico de morte encefálica, a equipe do Hospital Regional entra em contato com família para verificar se existe o interesse em realizar a doação dos órgãos. Se a família optar pela doação, inicia-se o processo de validação do doador, no qual são realizados inúmeros exames para verificar se as condições são favoráveis para a doação.

“A partir do momento que está tudo certo para a captação, a gente faz a atualização no sistema entrando em contato com a Central Estadual de Transplantes, que é quem providencia a logística e nos informa as unidades que realizaram a aceitação dos órgãos”, pontuou Renato.

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