Hospital infantil promove bazar em prol das mães de pacientes internados

Hospital infantil promove bazar em prol das mães de pacientes internados

Evento beneficente nesta quarta-feira, dia 16 de março, com alusão à Páscoa, é resultado dos trabalhos manuais realizados pelas mães de pacientes com retalhos de tecidos

O hospital estadual Darcy Vargas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo especializada em atendimento pediátrico, promove nesta quarta-feira, 16 de março, das 9h às 16h, bazar beneficente em prol das mães de pacientes que permanecem longos períodos internados e, também, daqueles que fazem tratamento com hemodiálise. As peças produzidas manualmente por essas mães são vendidas em bazares e toda a renda arrecadada é revertida integralmente para as mães.

Desenvolvido pelas equipes técnicas da Hemodiálise, Humanização e da Associação de Voluntárias da unidade,  e contando com o apoio Institucional da ONG Patas Therapeutas, o projeto “Mamãe que fez” visa à capacitação das mães para reduzir o grau de ansiedade e estresse, provocado pelo tratamento do filho. Além disso, o resultado final deste projeto é reverter os trabalhos artesanais realizados pelas mães em complementação da renda familiar.

Neste evento programado com alusão à Páscoa, além dos produtos que são comercializados normalmente, como panos de prato, bolsas, almofadas, tapetes, necessaries, carteiras, mantas, toalhas, porta óculos e brinquedos; serão vendidos coelhos de tecidos produzidos especialmente para este bazar.

O projeto “Mamãe que fez” atende, geralmente, entre 10 e 15 mães por mês. Todo material é adquirido por meio de doações e os dias de trabalho, com supervisão de quatro horas, são as segundas e terças-feiras no período da manhã. Entretanto, as mães recebem o kit com o devido material e têm toda liberdade de confeccionar nas datas, horários e locais em que tenham disponibilidade.

Desde 2013, quando foi dado início ao projeto, já participaram cerca de 500 mães e todas apresentaram graus de elevação da autoestima. O projeto, além de gerar renda, estimula a criatividade e aptidões que nem as próprias mães participantes tinham conhecimento que possuíam.

Ainda que há relatos de algumas participantes que continuam trabalhando, mesmo após a alta médica do filho, pois afirmam que nesta atividade encontraram além do apoio financeiro, o suporte emocional necessário.

“Observando as mães ociosas, sem nenhuma ocupação, preocupadas com a evolução no tratamento dos filhos e ansiosas pela alta médica, verificamos que era necessário criamos um projeto para amenizar esses sentimentos e proporcionar perspectivas positivas dentro do ambiente hospitalar”, destaca Sérgio Sarrubo, diretor do hospital.

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