Instituto Butantan cadastra voluntários para doação de medula óssea

Instituto Butantan cadastra voluntários para doação de medula óssea

Nesta quinta-feira (19), cerca de 700 voluntários  (entre colaboradores e visitantes previamente inscritos) do Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, vão participar de um cadastramento coletivo para se tornarem candidatos à doação de medula. A ação acontece às vésperas do Dia Mundial do Doador de Medula Óssea (celebrado no 3º sábado de setembro).

A ação, que acontecerá no próprio Butantan em duas datas, será realizada por meio de parceria com o Hemocentro da Santa Casa de São Paulo e foi inspirada no caso de uma menina de apenas 3 anos, Bia, que é sobrinha de uma bióloga do instituto. Bia está internada com leucemia linfoblástica aguda.

Após a entrega de um formulário preenchido e da coleta de uma pequena amostra de sangue (4 ml), todos os voluntários, que já fizeram sua pré-inscrição, serão oficialmente cadastrados no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea). Quem se cadastra só é acionado caso apresente compatibilidade genética com pacientes que, a exemplo da Bia, estejam na fila do transplante de medula.

O tratamento

O transplante é um tratamento que consiste na substituição da medula doente por células de uma medula saudável, que promovem uma reconstituição do tecido no paciente e permitem a ele voltar a ter uma vida normal.

No caso de Bia, o diagnóstico foi feito em 2017 por acaso, quando a família resolveu submetê-la a alguns exames de rotina antes de uma viagem. Desde então, a menina passou por dois anos de tratamento com quimioterapia, mas teve uma recaída em junho deste ano e precisará de um transplante até, no máximo, o mês de outubro.

A ideia de realizar uma campanha institucional surgiu em julho, a partir de um pedido de ajuda da tia de Bia, a bióloga Thamara De Martino, o que mobilizou vários setores do instituto como o Recursos Humanos, o Programa Qualidade de Vida no Trabalho, a Divisão de Desenvolvimento Cultural, a Comunicação e a TI.

O cadastramento foi amplamente divulgado pelo instituto por meio da campanha “Juntos pela Bia”, realizada tanto nos canais internos de comunicação do Butantan, quanto nas suas mídias sociais.

Para ser um doador

Para quem deseja se tornar um doador de medula, basta procurar um local especializado. Na capital paulista, a coleta da amostra de sangue pode ser feita no Hemocentro da Santa Casa ou no Hospital São Paulo.

Depois disso, os dados de cada doador em potencial são disponibilizados no Redome, que faz parte de uma rede internacional de doadores. Somente no caso de compatibilidade com algum paciente, o voluntário será acionado para dar andamento à doação.

A doação é um processo simples feito em ambiente hospitalar e com anestesia. A coleta não é feita na medula espinhal, mas, sim, pelo sangue ou na medula óssea, que, segundo os médicos, fica no osso da bacia e é como se fosse um tutano. O doador pode ter alta até mesmo no dia seguinte.

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