Instituto Butantan dobra o número de bombeiros civis por turno

Instituto Butantan dobra o número de bombeiros civis por turno

Pensando em reforçar a segurança contra incêndios e acidentes, o Butantan acaba de dobrar o número de bombeiros civis contratados para cuidarem de suas instalações, que incluem, dentre outras coisas, 80 hectares de parque e 147 edifícios. Com a mudança, o instituto passará a ter dois bombeiros à disposição todos os dias da semana, em tempo integral.

A mudança ocorreu devido à preocupação do instituto em reforçar o projeto de prevenção e combate a incêndios e a outros tipos de ocorrências. Outra novidade é que a equipe agora não será mais terceirizada. O próprio Butantan fez um processo seletivo e contratou diretamente a sua nova equipe. A ideia é estimular os vínculos mais duradouros com a instituição, elevando o padrão de conhecimento dos profissionais sobre as áreas e incentivando o engajamento deles no dia a dia do Butantan.

Segundo a gerente de Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, Vanessa Vilches Sant’anna, a equipe, que antes tinha um total de cinco profissionais, passou agora a ter nove. Todos trabalham com uniformes padronizados e podem ser acionados por qualquer colaborador, sempre que necessário pelo telefone 3333. Nenhuma ligação fica sem atendimento, pois quando a equipe está fora do posto, as chamadas são desviadas automaticamente para o celular de plantão.

“Contratamos uma equipe muito capacitada. Temos bombeiros que trabalharam em multinacionais, em empresas de grande porte, na área de automobilismo e no setor químico, por exemplo. Eles podem ser acionados no caso do derramamento de um produto químico, no caso de um mal súbito, num princípio de incêndio e até na captura de algum animal selvagem ou peçonhento, por exemplo”, afirmou Vilches.

Os bombeiros civis também podem dar orientações aos colaboradores sobre o uso de equipamentos de segurança (como extintores e hidrantes), trabalham alinhados com a Cipa e Comsat fazendo verificações preventivas diariamente, atualizam a capacitação da brigada de incêndio (400 colaboradores) e dão apoio aos simulados de emergência, que logo passarão a ser feitos sem aviso prévio, como acontece hoje.

 

Integração inédita

Desta vez, outro diferencial foi uma atividade de integração desenhada especialmente para a equipe pela primeira vez. A ideia era apresentar mais detalhadamente o instituto aos profissionais e integrar a equipe. “A passagem de turno e a forma como um turno passa as informações para o outro fazem total diferença. Acreditamos que quando há um vínculo estabelecido entre a equipe, a comunicação e o trabalho fluem muito melhor”, disse Vilches.

A integração da equipe teve apresentação do setor de SMA (Segurança do Trabalho e Meio Ambiente), do setor de Medicina do Trabalho (onde as notificações de acidentes são feitas), do RH (com palestras sobre o trabalho em equipe), do compliance, de biossegurança (para abordar o transporte de materiais biológicos) e até de um representante da Unidade Sé do Corpo de Bombeiros.

O bombeiro Orisvaldo Gonzaga dos Santos, 47, é o profissional mais antigo da equipe. Ele já fazia parte do quadro anterior de bombeiros terceirizados, mas foi convidado para o processo seletivo da nova equipe. Ele diz que a integração realmente agregou conhecimentos, até mesmo no seu caso, pois devido à grandiosidade e complexidade do IB, somente agora pôde conhecer e entender melhor alguns setores e fluxos de trabalho da instituição.

Para ele também a ampliação da equipe foi um passo muito positivo para a segurança na instituição. “Você pode pegar de tudo numa situação de emergência desde vítimas até sinistros relacionados ao material. Sem dúvida nenhuma, quanto maior o efetivo, mais eficiência no combate e na resolução do problema”, afirma Gonzaga.

A história dos bombeiros no IB

A equipe de bombeiros civis existe no Butantan desde 2014. Anos antes, em maio de 2010, a Instituição havia enfrentado um grave incêndio no qual ninguém se feriu, porém que causou um grande prejuízo científico com a perda de 17 animais vivos e 85 mil espécies empalhadas e conservadas em formol para pesquisa.

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