Nutricionista do HC alerta sobre os benefícios do consumo de peixes por crianças na Páscoa

Nutricionista do HC alerta sobre os benefícios do consumo de peixes por crianças na Páscoa

 

A Páscoa, celebrada no próximo final de semana, é uma das datas comemorativas mais aguardadas do ano, especialmente para as crianças. Os chocolates, sem dúvidas, são responsáveis por deixar a celebração ainda mais gostosa. Porém, outra tradição se destaca não somente por ser a grande atração dos almoços em família neste feriado, mas, também, por oferecer diversos benefícios à saúde tanto dos pequenos quanto dos adultos: os peixes.

De acordo com a nutricionista do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Lenycia Neri, os pescados são alimentos com muitas propriedades nutricionais e devem ser introduzidos à alimentação desde cedo, a partir dos seis meses. “Nesse período existe uma janela imunológica, o que o torna interessante para apresentar os alimentos às crianças, para que não tenham reações alérgicas posteriormente”, explica.

Além de serem fontes de proteínas de boa qualidade, ferro e vitaminas do complexo B, peixes como a sardinha, o salmão e o atum, por exemplo, são ricos em ômega 3, um tipo de gordura que faz bem ao organismo, e que, entre outras coisas, ajuda a melhorar o desempenho cognitivo, fortalecer o sistema imunológico, controlar a pressão arterial, reduzir os níveis de colesterol e triglicérides do sangue e auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares e neurológicas.

Diante disso, a nutricionista ressalta que as opções frescas são as mais indicadas e que o ideal é apostar em preparos assados, grelhados ou cozidos e evitar, ao máximo, as frituras. Já em relação ao grande “queridinho” nesta época do ano, o bacalhau, Lenycia faz um alerta. “Por ser muito salgado, essa não é a melhor opção para as crianças, uma vez que o consumo de sal deve ser iniciado a partir dos dois anos”, conclui.

De olho na hora de escolher o peixe

Para ser considerado fresco, um peixe deve ter até dois dias fora do local de origem. Uma alternativa ao peixe inteiro é aquele cortado em postas, já limpo e congelado. Segundo a nutricionista Sônia Trecco, na hora de comprar um peixe inteiro é importante verificar se ele está brilhante, bem como os olhos, as guelras vermelhas,  sem escamação e, ao apertá-lo, está firme.

“É importante ter cuidado esse cuidado na hora de escolher um peixe para não consumir um peixe estragado. Nesse caso ele tem um cheiro muito forte, de urina. Se uma pessoa consumir um peixe que não está bom para consumo, você pode ter sintomas gastrointestinais, como vômito e diarreia”, alerta a nutricionista.

COMENTÁRIOS