O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue.

O diagnóstico da infecção pelo HIV é feito a partir da coleta de sangue.

 

No Brasil, os exames laboratoriais e os testes rápidos detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos, colhendo uma gota de sangue da ponta do dedo. Os exames podem ser feitos inclusive de forma anônima. Nesses centros, além da coleta e da execução dos testes, há um processo de aconselhamento, antes e depois do teste, para facilitar a correta interpretação do resultado pelo paciente.

A infecção pelo HIV pode ser detectada com, pelo menos, 30 dias a contar da situação de risco. Isso porque o exame (o laboratorial ou o teste rápido) busca por anticorpos contra o HIV no sangue. Esse período é chamado de janela imunológica.

Saber o mais rápido possível do contágio pelo vírus HIV é importante para aumentar a expectativa de vida dos pacientes. Quem busca tratamento especializado no tempo certo e segue as recomendações do médico ganha qualidade de vida. Por isso é importante fazer o teste.

Por isso a importância de espalhar a notícia de que um exame tão fácil já pode ser realizado, afinal, quanto mais prematuramente for descoberto o vírus, maiores as chances de combater a Aids, como frisa a Dra. Maria Clara Gianna, diretora técnica do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo. “Se a pessoa identificar o vírus no momento adequado, vai ser mais simples o tratamento da Aids, e os medicamentos terão efeito maior”, esclarece.

O Estado de São Paulo conta com 3.952 unidades onde o paciente pode fazer o exame gratuitamente. Os testes são realizados nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e nas unidades da rede pública. Também é possível saber onde fazer o teste pelo Disque Saúde (136).

“Eu faço o teste, no mínimo, quatro vezes por ano. Já fiz sexo sem uso de preservativos e sei o quanto é perigoso, não só pela risco do HIV, mas também por contrair outras DST´s”, disse o estudante de psicologia, B.M*.

Todas as unidades de testagem do HIV cadastradas também contam com testes convencionais e rápidos de sífilis e hepatites B/C, preservativos masculinos, femininos e gel lubrificante, kit de redução de danos para uso de drogas injetáveis (KIT RD) e tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

O que é o HIV/Aids
A Aids é uma doença infecciosa, transmitida por um vírus chamado HIV. Para ter a doença é preciso estar contaminado com o vírus HIV. A cada 15 minutos uma pessoa se infecta com o vírus no Brasil e sete pessoas morrem por dia em São Paulo.

“Se a pessoa tiver contato com uma dessas secreções ou com o sangue contaminado e perfurando, porque na pele integra não passa HIV, ela pode se contaminar. Por outro lado, não há vírus na saliva, na urina, nas fezes e na lágrima,” explicou.

Aumento de casos

Com o objetivo de diminuir os índices, a Secretaria de Saúde mantém uma série de ações educativas. Entretanto, os mais jovens têm deixado de usar o preservativo durante as relações sexuais. “O hábito de não usar camisinha é um dos motivos de ter aumentado o número de pessoas infectadas com o vírus do HIV/Aids”, alerta é do infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Jean Gorinchteyn.

* O estudante não quis ter sua identidade revelada.

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