O que acontece com o sangue depois da doação?

O que acontece com o sangue depois da doação?

 

Muitas pessoas já sabem o que precisa ser feito para que a doação de sangue aconteça. No entanto, depois que a doação é realizada, o sangue percorre um caminho determinante para que seu objetivo seja atingido: salvar a vida de pacientes.

Os doadores de sangue vão até um posto de coleta, realizam um cadastro e, caso preencham os requisitos, doam a quantidade equivalente a uma bolsa de sangue. O material doado passa por uma separação de componentes e, no final, uma bolsa de sangue total se transforma em três: uma de hemácias, uma de plasma e outra de plaquetas, o que permite que mais de um paciente seja beneficiado a partir da mesma coleta.

O armazenamento do sangue ocorre em um grande freezer e passa por exames para triagem e verificação de eventuais doenças. Caso seja tudo dentro das prescrições, é logo liberado para os hospitais para salvar a vida de pacientes. No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, por exemplo, o sangue encaminhado pela doação é de usado de várias maneiras. Só no setor de transfusão, o hospital recebe cerca de 25 pacientes diariamente.

Cristiane Yurishigaki, que é cabeleireira, descobriu uma doença autoimune em 2016 e é uma das beneficiadas. “Para mim, a hemoglobina cai bastante, isso afeta muito a minha saúde e eu realmente preciso do sangue para viver”.

 

Youko Nukui, hematologista do HC, reforça a importância da doação de sangue. “Nós atendemos aqui, basicamente, pacientes da hematologia, que são os pacientes crônicos que recebem transfusões de sangue em algumas doenças a vida toda. Por isso, para sobreviver, elas precisam repor, mensalmente, a unidade de transfusão”.

 

Como doar

 Para doar sangue basta estar em boas condições de saúde, vir alimentado, ter entre 16 e 69 anos (para menores, consultar site da Pró-Sangue), pesar mais de 50 kg e trazer documento de identidade original com foto recente, que permita a identificação do candidato. Vale lembrar que é bom evitar alimentos gordurosos nas 4 horas que antecedem a doação e, no caso de bebidas alcoólicas, 12 horas antes.

O posto Clínicas fica na Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, 155, 1º andar, a 200 metros da estação Clínicas do Metrô. A unidade atende das 7h às 18h de segunda a sexta; das 8 às 17 horas nos sábados, feriados e pontes; e das 8 às 13 horas, nos 1º e 3º domingos de cada mês. Aos sábados, o atendimento está limitado a 380 candidatos. Ao atingir esse número, o cadastro fecha. O estacionamento, gratuito aos doadores, é o subterrâneo – Garagem Clínicas, na Av. Dr. Enéas Carvalho de Aguiar.

“Para tanto, basta acessar o site da Pró-Sangue e consultar os pré-requisitos de doação. Se a pessoa estiver com gripe ou resfriado, não deve doar temporariamente. Mesmo que tenha se recuperado, deve aguardar uma semana para que esteja novamente apta à doação. No mais, outros impedimentos poderão ser identificados durante a entrevista de triagem, no dia da doação”, explica Sandra Montebelo, médica da Fundação Pró-Sangue.

Para horário de funcionamento dos demais postos de coleta acesse: www.prosangue.sp.gov.br/doacao/Enderecos.aspx. Mais informações no Alô Pró-Sangue 0800 55 0300.

O administrador de empresas, Renan Serrano, doa sangue duas vezes ao ano e incentiva todos a doarem. “É uma tradição, todo ano eu venho até o posto Clínicas da Pró-Sangue com minha namorada e fazemos a doação. É simples, rápido e ajuda salvar muitas vidas”, disse.

A Fundação Pró-Sangue é uma instituição pública, criada em 1984, arrecada cerca de 12 mil bolsas por mês, sendo responsável por 32% de todo sangue consumido na capital e região metropolitana de São Paulo.

 

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