Ofurô, rede e ‘mão terapêutica’ acalmam prematuros em hospital estadual de SP

Ofurô, rede e ‘mão terapêutica’ acalmam prematuros em hospital estadual de SP

‘Tratamento vip’ inclui também método canguru e outras medidas que humanizam o tratamento e auxiliam na recuperação de bebês internados em UTI neonatal

Bebês prematuros nascidos no Hospital Geral de Pedreira, unidade da Secretaria de Estado da Saúde, administrada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), na zona Sul da capital paulista, estão recebendo um “tratamento vip” na UTI neonatal que ajuda a acalmá-los e humaniza o atendimento.

Chamada de “Toque que Transforma”, a iniciativa reúne o método canguru, rede, mão terapêutica, além do banho de ofurô, o chinelinho para os bebês e o horário do psiu. O método canguru, por exemplo, promove o contato precoce pele a pele entre os pais e o recém-nascido, que fica em posição vertical contra o peito do adulto. Outra medida utilizada também é o banho em ofurô, para o relaxamento da criança.

O uso da rede e da mão terapêutica destacam-se na iniciativa. A primeira consiste em uma rede similar à de balanço na qual o bebê permanece na incubadora, reproduzindo, em certo nível, o ambiente que o recém-nascido tinha no útero materno.

Já a mão terapêutica é um travesseiro infantil projetado para imitar o tamanho, peso, toque e a sensação da mão e antebraço da mãe para ajudar o prematuro com conforto, apoio e proteção. Antes de ser utilizado pelo bebê, o travesseiro permanece um tempo com a mãe, que a mantém em contato com sua pele para que fique com seu cheiro. Ambas proporcionam conforto, diminuem o índice de estresse da criança, simulam movimento materno e diminuem o gasto energético decorrente do choro e agitação.

“Os nascidos com idade gestacional menor que 37 semanas requerem diversos cuidados específicos e podem reagir tanto positivamente quanto de forma negativa a estímulos exteriores, que impactam em seu desenvolvimento fisiológico. Desta forma, traçar um plano de cuidados eficiente e individualizado é fundamental”, afirma Adriana Moreira, enfermeira da UTI neonatal do Hospital Geral de Pedreira.

A unidade também utiliza uma medida que aproxima as famílias e a equipe da UTI – o chinelinho para os bebês. Uma foto do recém-nascido com um chinelinho no pé é tirada pela equipe da UTI e anexada a um texto motivacional, na parte externa da incubadora. Desta forma, os pais notam que um cuidado individualizado está sendo promovido para seus filhos.

“Temos também o horário do psiu, que é o momento em que o prematuro não é manuseado para descansar. Buscamos promover um ambiente harmonioso na UTI Neonatal, com controle de barulho, temperatura e luminosidade, além de inserir os pais no cuidado ao bebê”, completa Adriana.

Aliada aos cuidados médicos, a iniciativa promove diversos benefícios, como o aumento de peso, diminuição do risco de infecção, tempo de internação e do estresse do recém-nascido, além de estimular o aleitamento materno e o vínculo entre a mãe e a criança.

“Além disso, é importante lembrar do atendimento às mães com dificuldade para amamentação, realizado pelo Banco de Leite da unidade. Desta forma, podemos dizer com certeza que a união de todas essas medidas terapêuticas e de humanização promove uma linha de cuidados única no SUS em São Paulo”, completa a enfermeira Patrícia Silva, Supervisora de Educação Continuada do hospital.

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