Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele pode ser sintomas da hanseníase

Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele pode ser sintomas da hanseníase

Brasil é o segundo país com mais casos da doença, que é curável se for detectada cedo; ações acontecem nas rodovias paulistas

O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase, atrás apenas da Índia. Por ano, são registrados perto de 30 mil casos da doença, nos vários estados brasileiros e dentre as várias classes sociais, incluindo adultos e crianças.

Conhecida antigamente como lepra, a hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae e que compromete principalmente a pele e os nervos.

A doença se manifesta na pele por manchas esbranquiçadas ou avermelhadas junto com a diminuição da sensibilidade – são manchas dormentes que não doem, não coçam e não incomodam, por isso passam muitas vezes despercebidas, principalmente quando estão localizadas em locais pouco visíveis, como costas e nádegas.

Outros sinais de presença da hanseníase é a diminuição da sensibilidade ou formigamento de extremidades das mãos, pés ou olhos; e a diminuição ou perda de força muscular em mãos, pés e pálpebras.

A hanseníase é transmitida por meio de secreções das vias respiratórias e do contato íntimo e prolongado com um doente sem tratamento. A doença tem uma lenta evolução. Após o contágio, o paciente leva de dois até dez anos para os sintomas começarem a se manifestar.

O tratamento

A hanseníase foi encarada com preconceito por muitos anos pela falta de informação de grande parte da população mundial. Atualmente, é possível conviver naturalmente com a doença. Os remédios podem ser adquiridos de graça nas unidades básicas de saúde, assim como o acompanhamento médico. O tratamento dura de seis meses a um ano em média.

A dona de casa, Maria Antônio de Souza, foi diagnosticada com a doença em maio de 2018 e explica importância que teve o diagnóstico precoce. “Eu percebi uma mancha no rosto e depois na perna. Imediatamente procurei um médico que disse que eu estava com hanseníase, para falar verdade, eu não tinha noção o que era. Fui pesquisar, comecei o tratamento e hoje consigo ter uma vida normal, sem nenhuma sequela”.

O tratamento é gratuito em todo o território nacional e, em 2017, o Ministério da Saúde instituiu o mês de janeiro e a cor roxa para conscientização sobre a hanseníase. “Muitas pessoas convivem durante anos com a doença sem conhecer os sintomas. Por isso, precisamos que jovens e adultos sejam alertados e se tornem multiplicadores de informações, para evitar o diagnóstico tardio e as sequelas”, alerta o médico Claudio Salgado, presidente da SBH-Sociedade Brasileira de Hansenologia.

Os principais sinais da doença são manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, alteração ou perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque. O doente de hanseníase também pode ter áreas de dormência e sensação de formigamento e fisgadas no corpo, além de diminuição da força muscular, podendo apresentar dificuldade para segurar objetos.

A doença pode provocar o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular. A hanseníase é a doença infecciosa que mais cega. Se for diagnosticada a tempo, as sequelas podem ser controladas e o paciente terá uma vida normal. Os exames de laboratório conseguem identificar menos de 50% dos casos, mas a SBH alerta que o exame clínico é suficiente para o diagnóstico.

 

 

 

 

 

 

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