Peixe pode (e deve) ser consumido fora da Páscoa

Peixe pode (e deve) ser consumido fora da Páscoa

O peixe é alimento protagonista na mesa do brasileiro durante a Páscoa. Durante o restante do ano, entretanto, o costume de comer pescados nem sempre é mantido, dando lugar às carnes vermelhas e ao frango. Para a nutricionista do Hospital das Clínicas da FMUSP, Sônia Trecco, o peixe deve ser consumido de três a quatro vezes durante a semana, “como costumam fazer os asiáticos”.  “Curiosamente, os povos dessa região possuem baixos níveis de colesterol e de triglicérides”, comenta.

“Rico em proteínas, ferro e cálcio e com baixas calorias, o peixe é um alimento muito saudável”, explica Sônia. “Alguns peixes de águas frias, como é o caso do salmão e do bacalhau, tão querido na Páscoa, são também uma ótima fonte de ômega 3, ácido graxo importante para aumentar o colesterol bom, que, por sua vez, contribui na prevenção de doenças cardiovasculares”.

Para quem quer perder peso, o peixe é uma ótima pedida, já que ele diminui os níveis do hormônio leptina, o hormônio da obesidade.

Há diversos tipos de peixe e muitos são os seus tipos de preparo. “O mais importante é optar pelo assado ou grelhado, evitando as preparações fritas”, recomenda Cristiane Kovacs, nutricionista do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, unidade da Secretaria de Estado da Saúde.

Para quem opta por comer fora de casa, é preciso estar atento a alguns detalhes, como “verificar se os alimentos expostos para o consumo em balcões estão protegidos contra poeiras, insetos e contra contaminantes oriundos dos consumidores”, alerta Claudia Maria Ruggiero Amaral, Diretora do Grupo de Alimentos do Centro de Vigilância Estadual. “Fique atento também na temperatura do balcão térmico: os alimentos quentes devem estar a uma temperatura mínima de 60ºC por no máximo 6 horas e os alimentos frios até 10ºC por no máximo 4 horas”.

É sempre bom lembrar que, por mais saudável que uma opção como o peixe possa ser, exageros alimentares devem ser contidos, como frisa Vitor Rosa, gerente de Nutrição e Dietética do Icesp. “Não podemos reduzir os alimentos a duas grandes listas: ‘heróis’ e ‘vilões’ da alimentação. Os principais erros em nossos hábitos alimentares não estão relacionados, exclusivamente, a ‘o quê’ comemos, mas também ao ‘quanto’ e ‘com que frequência’ nós consumimos alguns desses alimentos”.

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