Pesquisadora do Instituto do Câncer é eleita membro da Academia Mundial de Ciências

Pesquisadora do Instituto do Câncer é eleita membro da Academia Mundial de Ciências

A Academia Mundial de Ciências (TWAS) elegeu no mês de dezembro 36 novos membros, que tomarão posse 2020. Dentre os escolhidos está a Profa. Dra. Luisa Lina Villa, chefe do laboratório de Inovação em Câncer, do Centro de Investigação Translacional em Oncologia, do Instituto do Câncer de São Paulo, e docente da Faculdade de Medicina da USP. A Academia é uma das organizações associadas a ONU para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que tem como objetivo promover o avanço da Ciência, Tecnologia e Informação nos países em desenvolvimento.

Tanto no Brasil como em outros países, a nomeação como membro da Academia Mundial de Ciências é feita por indicações. E assim foi com a Profa. Luisa, que foi reconhecida e teve destaque na Academia Brasileira de Ciências e, por isso, seu nome foi indicado ao órgão mundial, onde, dentre outros, foi um dos escolhidos para representar a ciência brasileira no mundo.

Mesmo sem esperar que fosse uma das eleitas, Luisa considera que por ter ganhado o prêmio TWAS em 2018, pela contribuição para prevenção de infecções por HPV em mulheres e homens por meio do desenvolvimento de vacinas contra a doença, pode ter feito toda a diferença para que seu nome tivesse peso e pudesse estar na mesa de disputa.

Para a pesquisadora, a eleição valoriza o Brasil no meio científico, estimula e aumenta a autoestima de quem atua na área. “Poucas pessoas tiveram esse privilégio. Ser membro de um seleto grupo de pessoas que contribuí para a ciência mundial e representar o Brasil e os cientistas brasileiros é realmente uma honra”, diz.

 

Dentre os escolhidos pela a Academia estão 12 chineses, cinco brasileiros, três indianos, três sul-africanos e dois argentinos. Bangladesh, Canadá, Egito, Irã, Japão, Quênia, Nepal, Noruega, República da Coreia, Cingapura e Uganda tiveram um membro eleito cada. No quadro geral dos eleitos em 2019 destaca-se que 33% deles eram mulheres, a maior proporção dentre os outros anos.

Os membros passam a ser considerados como tal a partir de 1º de janeiro de 2020 e serão empossados na Reunião Geral da TWAS, no final de 2020.

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