Projeto de dança para pessoas com deficiência volta neste mês

Projeto de dança para pessoas com deficiência volta neste mês

Desenvolvido por alunos do curso de Educação Física da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Rio Claro, o projeto Dançando no Escuro retornou normalmente dia 14 de janeiro. O programa tem oferecido melhor qualidade a pessoas com deficiência – tudo isso por meio da dança.

“A pesquisa é sobre o desenvolvimento de um método que atenda várias deficiências e que permitam às pessoas fazer uma coreografia, além de jogos lúdicos e rítmicos para trazer benefícios aos participantes”, explica a pesquisadora Súsel Lopes, mestranda no programa Educação Física da Unesp de Rio Claro.

Pela dança inclusiva, é possível englobar todas as pessoas com ou sem deficiência na atividade. Vale destacar que a iniciativa era destinada para deficientes visuais até 2017. A partir deste ano, o “Dançando no Escuro” passou a incluir pessoas com qualquer tipo de necessidade especial. Hoje, o projeto está aberto a todos os públicos. O único pré-requisito é ter interesse em dança.

“É um espaço de possibilidades das potencialidades dessas pessoas, pois, muitas vezes, elas são tidas como incapazes de produzir conhecimento e de se expressar. Aqui, nós a entendemos como nós e como elas são portadoras de poder”, ressalta a coordenadora do projeto, Andresa de Souza Ugaya.

A mestranda Súsel Lopes, com formação em Fisioterapia, relata que não conseguia utilizar questões lúdicas em uma iniciativa do tipo e movimentos mais amplos no tratamento dos pacientes.

Reabilitação

A pesquisadora se baseou nessa experiência, na segunda formação, para desenvolver as atividades de reabilitação. “Os participantes podem aproveitar muito mais os benefícios sociais que isso pode trazer, a interação e a própria brincadeira”, acrescenta Súsel Lopes, autora do projeto.

“Observamos evoluções na questão visual e também nos aspectos motor e física. Os participantes adoraram estar no palco. As mudanças foram visíveis do começo ao fim em todos os casos”, relata a mestranda Suelen Cristina Cordeiro, que ajuda na condução das atividades.

Nem mesmo a cadeira de rodas é um impeditivo à presença nas aulas, como destaca a participante Rita de Cássia. “O benefício que o projeto tem me dado é mais coordenação motora, flexibilidade. É uma experiência muito boa e adoro estar aqui”, afirma.

A mestranda Súsel Lopes ressalta que o projeto permanece aberto à participação de profissionais interessados em conhecer mais a respeito da área, voluntários ou participantes. Está em estudo, inclusive, a possibilidade de a metodologia ser implantada em uma universidade da Malásia.

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