Projeto na cidade de Tupã estimula alimentação saudável entre crianças

Projeto na cidade de Tupã estimula alimentação saudável entre crianças

Um trabalho conjunto entre a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a prefeitura de Tupã, no interior do Estado, tem despertado a atenção das crianças para questões relacionadas à alimentação saudável, meio-ambiente, agroecologia e segurança alimentar. Desde 2018, o projeto “Fomento à produção e ao consumo sustentável em população de baixa renda” promove o cultivo de hortas pedagógicas em escolas do município.

Vale destacar que estudantes e docentes de duas escolas do Ensino Fundamental se envolvem com a plantação e manutenção dos espaços, envolvendo atividades que vão desde as regas diárias até a identificação de possíveis agentes agressores, colheita, limpeza, higienização e consumo.

A aproximação começou a partir de um projeto contemplado em edital publicado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em 2016 e levado à prefeitura de Tupã, que acolheu rapidamente a ideia.

Segundo a coordenadora da iniciativa, a professora Andréa Rossi Scalco, o projeto “pretende conscientizar e estimular as crianças para que tenham uma alimentação saudável, priorizando produtos mais naturais como frutas e legumes, e ainda sensibilizá-los para questões relacionadas à preservação do meio ambiente por meio de práticas agroecológica”.

Monitoramento

A equipe da Unesp, formada por professores e alunos do campus de Tupã, desenvolveu uma série de atividades de ensino para crianças do Ensino Fundamental I, tais como cursos e palestras referentes a hábitos de alimentação saudável e a implementação e monitoramento de hortas agroecológica nas escolas.

Assim, o projeto pretende ampliar o interesse pelas crianças por questões relacionadas ao meio ambiente e agroecologia e por alimentos geralmente avessos a elas, mas que são muito importantes para a saúde, como alface, couve, almeirão, cenoura e a beterraba.

A coordenadora pedagógica Dulce Antiqueira, da Escola Mário Covas, uma das instituições que recebeu o projeto, avalia que a atividade é essencial para o aprendizado. “As crianças estão vivenciando todo o processo, desde o plantio até a colheita. Elas vão guardar isso para o resto da vida. Além de estimular a família a ter uma hortinha orgânica em casa, elas estão se desenvolvendo em todos os âmbitos, não só escolar, mas a vivência da vida”, disse.

O projeto também está sendo desenvolvido na EMEIF João Geraldo Iori. A professora Andréa Scalco afirma que ainda é cedo para que o projeto apresente dados concretos, uma vez que as atividades estão em andamento. “Já é possível identificar junto aos professores o quanto as atividades que foram planejadas e executadas estão contribuindo de forma positiva na mudança dos hábitos de alimentação das crianças bem como a motivação no processo de aprendizagem delas”, salienta.

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