‘Raio-x’ inédito vai avaliar desempenho dos hospitais conveniados ao SUS-SP

‘Raio-x’ inédito vai avaliar desempenho dos hospitais conveniados ao SUS-SP

Todas as instituições que recebem dinheiro do governo paulista terão de enviar ao Estado informações sobre seus planos operativos, assistência, qualidade e cenário financeiro

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vai iniciar um verdadeiro “raio-x” para avaliar a real situação e o desempenho de todos os hospitais conveniados ao SUS (Sistema Único de Saúde) que recebem recursos do governo do Estado, incluindo santas casas e hospitais filantrópicos.

A iniciativa irá valer inclusive para os serviços que hoje mantêm convênios com municípios, mas que recebem auxílio financeiro com recursos do tesouro estadual.

O objetivo do novo programa é conhecer a fundo como essas instituições, que não pertencem à pasta, estão organizadas internamente para atender à população, como estão lidando com a questão econômico-financeira e qual a qualidade da assistência oferecida, por meio de levantamento a ser realizado, incluindo análise de indicadores, visando à melhoria da qualidade dos serviços.

As instituições serão escolhidas por sorteio. Uma equipe técnica da Secretaria fará visita técnica às instituições para preenchimento in loco do roteiro das informações necessárias.

Todos os hospitais receberão um comunicado contendo a relação de documentos que deverão ser providenciados para o dia da visita.

O roteiro do “raio-x”  é composto por cinco tópicos principais: Plano Diretor e Operativo, Institucional, Assistencial, Econômico–Financeiro e Administrativo.

Sobre a questão econômico-financeira, a pasta irá solicitar os balanços patrimoniais de 2013, 2014 e 2015 e vai perguntar sobre o controle de “custos por absorção” em cada setor do hospital, incluindo centro cirúrgico, centro obstétrico, pronto-socorro, consultas médicas, UTI, além da relação de funcionários por leito.

Em relação aos planos diretor e operativo, serão coletadas informações sobre metas, produção e percentual de alcance.

Na área institucional, serão solicitados dados sobre atualização do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), acompanhamento do processo de habilitação de novos serviços, existência de alvará atualizado da Vigilância Sanitária e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e comissões internas (ética médica, controle de infecção hospitalar, revisão de óbito, revisão de prontuário etc.), bem como adequação à política estadual de humanização, entre outros.

No que se refere à assistência, a Secretaria irá perguntar sobre taxa de ocupação, média de permanência dos pacientes, pacientes por leito / mês, cirurgias por sala, taxa de suspensão de cirurgias e motivos, existência de Núcleo Interno de Regulação, solicitações feitas à central de vagas estadual (Cross), indicadores de infecção hospitalar, taxa de mortalidade institucional, incidência de quedas de pacientes e índice de rotatividade de leitos, além de outros dados.

A instituição terá de informar à Secretaria, por exemplo, indicadores detalhados sobre as internações de média e alta complexidade, produção ambulatorial e faturamento SUS, bem como às metas estipuladas.

Já em relação ao administrativo, a Secretaria irá perguntar aos hospitais sobre contratos mantidos com terceiros, a exemplo de limpeza, segurança, lavanderia e laboratório, e sobre como é feito o monitoramento.  Também solicitará informações sobre sistema de controle de estoque, de recebimento de medicamentos e materiais, percentual de descarte de estoque vencido, entre outros.

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