Saiba como as vacinas da gripe são produzidas no Instituto Butantan

Saiba como as vacinas da gripe são produzidas no Instituto Butantan

 

O Instituto Butantan é responsável pela produção de vacinas contra a gripe. No entanto, você sabe como as vacinas são produzidas, antes de chegar aos postos de saúde?

O caminho percorrido pela vacina é longo. O Instituto recebe amostra dos três tipos de vírus que são usados na fabricação da vacina: influenza tipo A, H1N1 e H3N2, e do tipo B. Além disso, também recebe de uma granja do interior de São Paulo ovos embrionados de galinha, por serem o lugar ideal para a multiplicação do vírus.

Na primeira etapa, uma máquina injeta, em cada ovo, o vírus da gripe ainda vivo. Em seguida, o ovo é colocado em incubação por um período de 60 a 72 horas. Nesse tempo, o vírus consegue se multiplicar quase 10 milhões de vezes. O material extraído do ovo, depois dessas etapas, passa por um processo de segmentação e todos os vírus são mortos. De cada ovo podem sair até três doses de vacina e cada um deles recebe até um tipo de vírus influenza.

Para 2018, o investimento do Instituto foi de R$ 5 milhões nas vacinas, que começaram a ser produzidas em setembro de 2017. “Esse investimento possibilitou aumentar a produção, garantindo segurança e agilidade nos processos produtivos e, posteriormente, na entrega das doses ao Ministério da Saúde. Para se ter uma ideia, no ano passado, em 10 meses produzimos 45 milhões de doses e neste ano, com este investimento, iremos fornecer 60 milhões em oito meses de produção”, explica Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

O processo de fabricação das doses exige o trabalho ininterrupto de 500 funcionários, de setembro deste ano até maio de 2018, e a fecundação de 60 milhões de ovos, necessários para o cultivo dos vírus usados na vacina. Por dia, são 321.984 ovos que chegam à instituição, e que já começam a ser inoculados.
“A vacinação contra o Influenza é fundamental para evitar complicações decorrentes da gripe e doenças graves, como pneumonia”, afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria. “A vacina não tem capacidade alguma de provocar gripe em quem tomar a dose, já que é composta apenas de partículas do vírus que são incapazes de causar qualquer infecção”, destaca.

COMENTÁRIOS