Saiba o que acontece com o sangue após a doação

Saiba o que acontece com o sangue após a doação

Até quatro vidas podem ser salvas com uma doação de sangue. Assim que o sangue do doador é coletado, passa por um processo de separação de hemocomponentes. Uma única bolsa se transforma em quatro: uma de hemácias, uma de plaquetas, uma de plasma e outra de crioprecipitado. Isso permite que mais de uma pessoa seja beneficiada com apenas uma doação. 

Logo depois, são armazenadas e passam por testes sorológicos imuno-hematológicos para garantir a sua eficácia até a transfusão. São realizados os exames de tipagens e a verificação de possíveis doenças. Se os resultados indicarem a inexistência de qualquer irregularidade, o sangue está pronto para ser encaminhado às instituições de saúde. 

Fundação Pró-Sangue é o principal centro de referência em medicina transfusional no Estado de São Paulo. A instituição é ligada à Secretaria de Estado Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). 

Cerca de 12 mil bolsas de sangue são coletadas e processadas mensa19lmente para o abastecimento de, em média, 100 unidades da rede estadual de saúde. Isso equivale a 32% do sangue consumido em toda Região Metropolitana de São Paulo. A Fundação tem o desafio diário de manter os estoques de sangue sempre estáveis e a qualidade do tratamento até chegar aos hospitais. 

O número de doadores em todo o país ainda é muito baixo e a Pró-Sangue realiza diversas ações, como a campanha Junho Vermelho que conta com uma série de ações de incentivo à doação voluntária de sangue. Clique aqui e saiba mais.

“Já que não temos como fabricar o sangue, é necessário conscientizar as pessoas sobre a importância da doação, pois o ato tem que ser voluntário e altruísta”, explica o médico hemoterapeuta da Fundação Pró-Sangue André Albiero, 

Quando sua irmã foi diagnosticada com câncer e precisou de transfusão, Marcello Augusto começou a doar sangue. Esse ato de solidariedade acontece há 20 anos.Hoje, ele é presidente da ONG Domingo Solidário, que organiza grupos de voluntários para fazer a doação todo último domingo do mês. “Eu nunca mais parei. Já fiz mais de 50 doações. Eu acredito nesta causa e sempre que posso tento ajudar a repor os estoques”, finaliza. 

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