#Sarampo: saiba mais sobre a doença

#Sarampo: saiba mais sobre a doença

Campanha de vacinação contra o sarampo vai até o dia 16 de agosto

A partir de agora, a Secretaria de Estado da Saúde está estendendo a campanha a outros nove municípios da região, devido à circulação do vírus: Barueri, Carapicuíba, Diadema, Mairiporã, Mauá, Santana de Parnaíba, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Taboão da Serra. Além disso, segue em curso na capital e nas cidades de Guarulhos, Osasco, São Bernardo do Campo, Santo André e São Caetano do Sul, que começaram a imunização no dia 11 de julho.  O público-alvo são jovens e adultos com idade entre 15 e 29 anos, faixa etária considerada mais vulnerável a infecções, tendo em vista a menor procura pela segunda dose da vacina.

As estações do Metrô, CPTM, EMTU, ViaQuatro e ViaMobilidade vão receber postos volantes de vacinação. A oferta de doses em pontos de transporte coletivo será realizada até 16 de agosto, data prevista para encerramento da campanha. Saiba mais aqui.

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, que cursa com febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular). O sarampo pode ser acompanhado de complicações sérias, principalmente em crianças menores de cinco anos, adultos maiores de 20 anos ou pessoas com algum grau de imunodepressão.

Como eu posso contrair o sarampo?

A transmissão é direta de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar e que permanecem dispersas no ar, principalmente em ambientes fechados como, por exemplo: escolas, creches, clínicas, meios de transporte. As pessoas infectadas são geralmente contagiosas cerca de 5 dias antes do aparecimento da erupção cutânea até 5 dias depois.

Quanto tempo após a exposição ao doente aparecem os sintomas do sarampo?

Os sintomas aparecem em média de 10-12 dias desde a data da exposição.

Quais são os sinais e sintomas?

O primeiro sinal do sarampo é a febre alta que dura de quatro a sete dias, acompanhada de coriza, tosse, olhos avermelhados. Após alguns dias surgem manchas avermelhadas na pele, com início na face e atrás do pescoço, progredindo em direção aos membros inferiores, duração de aproximadamente três dias, e desaparece na mesma ordem de aparecimento.

Quais são as possíveis complicações do sarampo?

O sarampo pode evoluir com complicações entre crianças menores de cinco anos de idade, sobretudo nas desnutridas, em adultos maiores de 20 anos, em indivíduos com imunodepressão ou em condições de vulnerabilidade. As complicações que podem ocorrer são a otite média, broncopneumonia, diarreia e encefalite. O óbito é decorrente de complicações, especialmente a pneumonia e a encefalite.

Existe tratamento para o sarampo?

Não há tratamento específico para o sarampo, apenas sintomático. As complicações devem receber tratamento de suporte e antibioticoterapia para as infecções secundárias.

Como prevenir o sarampo?

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. No calendário de vacinação de rotina, a primeira dose deve ser administrada a toda criança de um ano de idade e uma segunda dose a crianças de 15 meses. Os adolescentes e adultos jovens até 29 anos de idade devem ter duas doses da vacina, e os adultos que nasceram após 1960, pelo menos uma dose, de acordo com os calendários de vacinação de adolescentes e adultos do Estado de São Paulo. A vacina tríplice viral é recomendada aos profissionais da educação, da saúde, viajantes, além de profissionais que atuem no setor de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, e outros que mantenham contato com viajantes internacionais. A vacina encontra-se disponível em todas as unidades de saúde do estado. Esta vacina não é recomendada para crianças menores de seis meses, gestantes e pessoas imunodeprimidas.

O sarampo é um problema no Brasil?

O Brasil recebeu a certificação de eliminação do sarampo em 2016. No entanto, o sarampo ainda é endêmico em vários outros países, como os da Europa, da África e da Ásia, existindo desta maneira o risco de importação para o Brasil do vírus destes locais onde o controle da doença ainda não existe. Nas Américas, um surto de sarampo iniciado em 2017 se mantém em curso na Venezuela e, em 2018 no Brasil, desde fevereiro de 2018, casos de sarampo foram confirmados nos Estado de Roraima, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Para a completa proteção da população recomenda-se:

Avaliação e atualização da carteira de vacinação.

Atenção:

Indivíduos com febre e manchas avermelhadas no corpo (exantema):

Procurar imediatamente serviço médico, manter isolamento social, evitando o contato desnecessário com outras pessoas que possam não estar protegidas por vacina.

Reforçar as medidas de higiene pessoal e do ambiente.

Todo caso suspeito de sarampo deve ser notificado imediatamente à Secretaria Municipal de Saúde ou  à Central de Vigilância/Cievs/CVE/CCD/SES-SP, telefone: 0800- 555466.

*Documento elaborado pela equipe técnica da DDTR/CVE/CCD/SES-SP

*Atualizado em 23 de julho, às 14h30

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