Saúde promove mutirão de testagem de HIV no Terminal Jabaquara

Saúde promove mutirão de testagem de HIV no Terminal Jabaquara

A ação, que acontece nesta terça-feira entre 8h30 e 17h30, inclui também distribuição de preservativos masculinos e femininos e sachês de gel lubrificante

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, por meio do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP promove nesta terça-feira, 13 de dezembro, um mutirão de testagem para detecção do vírus da imunodeficiência humana (HIV), no Terminal Metropolitano Jabaquara, localizado na zona Sul da capital paulista. A ação será realizada em parceria com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP).

Entre às 8h30 e 17h30, serão ofertados 500 testes rápidos de HIV, além da distribuição de 14 mil preservativos masculinos, 2 mil preservativos femininos e 8 mil sachês de gel lubrificante. O atendimento ao público será feito por profissionais do Programa Estadual DST/Aids-SP, que estarão posicionados na Plataforma A do Terminal.

O teste rápido é indolor, feito a partir da coleta de fluído oral. O resultado sai em aproximadamente 30 minutos e a privacidade e o sigilo do paciente são garantidos. Eventuais diagnósticos positivos, serão direcionados para serviços de referência da rede pública de saúde para que possa dar início ao tratamento.

“O acesso à testagem e o diagnóstico precoce contribuem para o tratamento em tempo adequado e para a qualidade de vida das pessoas com HIV/Aids. Além disso, a pessoa que tem o vírus e não sabe, pode transmitir involuntariamente. É fundamental que todos com vida sexual ativa façam o teste”, explica Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP. 
A testagem no Terminal Metropolitano Jabaquara é parte da Campanha “Fique Sabendo”, promovida anualmente, desde 2008, pelo Governo do Estado de São Paulo e tem como objetivo estimular a população sexualmente ativa a realizar o teste anti-HIV, em especial os grupos mais vulneráveis como os homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, usuários de drogas, entre outros.

Levantamento do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP mostra que embora os casos de Aids estejam diminuindo, a detecção das novas infecções pelo HIV cresceu seis vezes, nos últimos dez anos, entre jovens gays em SP. A taxa anual de detecção de novas infecções, em 2015, foi de 17,2 por 100 mil habitantes, contra 9,1 em 2006, considerando ambos os sexos. O aumento é muito maior entre os homens (de 11,5 para 28,4) em comparação às mulheres (de 6,7 para 7,3). Nesse período, houve um aumento de 121% nas novas infecções pelo HIV entre homens fazem sexo com homens.

No período, houve um aumento de 121% de positividade para HIV entre homens que se relacionam com homens, e de 28% entre heterossexuais. 

Atualmente, a maior taxa de detecção entre os homens ocorre entre jovens de 20 a 24 anos, com 79,4 casos por 100 mil habitantes, em 2015. Já o público feminino compreende, majoritariamente, a faixa de 30 a 39 anos, com taxa de 13,6 casos por 100 mil habitantes, no mesmo ano. 

“Apesar da redução, cerca de sete pessoas morreram diariamente por causa da doença em 2015. Desde 1985, ano do primeiro óbito por Aids, até 2015, 111.393 pessoas faleceram em SP”, ressalta Maria Clara.

O Diretor-presidente da EMTU/SP, Joaquim Lopes explica que as ações na área da saúde promovidas nos terminais por meio do programa de Responsabilidade Social da EMTU/SP tem como propósito ampliar a conscientização da população quanto às doenças e suas consequências. “A empresa acredita que ao realizar essas campanhas, contribui para a redução dos problemas de saúde pública”, diz Lopes.

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