SP cria sala de comando e PMs em folga e Exército vão combater o Aedes aegypti

SP cria sala de comando e PMs em folga e Exército vão combater o  Aedes aegypti

Mutirões começam em janeiro em 20 cidades consideradas prioritárias

O governo do Estado de São Paulo criou uma Sala de Comando e Controle Estadual das Arboviroses para monitorar a presença do Aedes aegypti no Estado e a evolução dos casos de doenças transmitidas pelo mosquito: dengue, chikungunya, zika vírus e febre amarela.

A força-tarefa irá reunir a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado, Defesa Civil e Exército. A sala de comando irá funcionar no Centro Integrado de Comando e Controle Regional, situado no bairro da luz, na capital paulista.

A partir de janeiro, policiais militares irão promover mutirões contra o Aedes pelo Estado, inicialmente em 20 municípios considerados prioritários segundo critérios de infestação e transmissibilidade. As ações também irão contar com a participação de outros mil homens do Exército.

Os PMs irão atuar em seus horários de folga, e serão remunerados com base na Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem). O investimento será de R$ 15 milhões, durante três meses, com recursos pagos pela Secretaria de Estado da Saúde.

Os municípios que irão receber os agentes da força-tarefa são  Campinas, Araçatuba, Ibitinga, Bauru, Tupã, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, São Vicente, Guarujá, São Sebastião, Ourinhos, Andradina, Birigui, Fernandópolis, Sertãozinho, São José dos Campos e Guaíra, além da capital paulista.

A medida faz parte do Plano Estadual de Combate contra as Arboviroses anunciado no último dia 7 de dezembro e que conta com a participação de mais 11 secretarias estaduais, além da Saúde: Segurança Pública, Meio Ambiente, Planejamento e Gestão, Direitos da Pessoa com Deficiência, Fazenda, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Agricultura e Abastecimento, Casa Civil, Casa Militar (Defesa Civil) e Governo.

Essa força-tarefa campal irá se somar ao trabalho de cerca de mil agentes da Sucen no apoio aos municípios para eliminar criadouros do Aedes aegypti.

Sociedade civil

O governo paulista irá envolver a iniciativa privada e líderes religiosos de todo o Estado para disseminar a importância do combate ao mosquito transmissor das arboviroses. A proposta é disponibilizar materiais com informações sobre prevenção às empresas e envolver lideranças de diferentes religiões para elas mobilizem suas respectivas comunidades em ações de combate e controle do vetor.

Haverá, ainda, a participação da União Estadual dos Estudantes de São Paulo, que irá promover ações em universidades do Estado de São Paulo visando à conscientização sobre a importância do combate ao Aedes.

“É fundamental que a população seja parceira do poder público e contribua no sentido de eliminar focos do mosquito, uma vez que 80% dos criadouros estão no interior das residências”, afirma David Uip, secretário de Estado da Saúde de São Paulo.

O plano paulista contra as arboviroses conta com a parceria do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-SP), que representa os municípios paulistas.

        

Zika

         A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo tem no momento dois casos autóctones de zika vírus, confirmados no primeiro semestre deste ano, além de seis casos importados.

Outros quatro casos, também do primeiro semestre, estão sendo investigados, sendo dois de moradores de Ribeirão Preto, um de Campinas e um do município de Cosmópolis (região de Campinas). Eles foram detectados por meio de estudo retrospectivo realizado neste mês pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria em parceria com o Instituto Adolfo Lutz. Ainda não é possível afirmar se esses casos são autóctones ou importados.

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