SP orienta regiões de Araçatuba e Rio Preto sobre prevenção e tratamento da dengue tipo 2

SP orienta regiões de Araçatuba e Rio Preto sobre prevenção e tratamento da dengue tipo 2

Estado mobiliza municípios do Noroeste paulista para definir medidas de combate ao mosquito e os fluxos assistenciais para eventuais casos de dengue; sorotipo 2 circula nessas áreas e pode provocar casos mais graves em pacientes anteriormente infectados

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo está orientando os gestores das regiões de Araçatuba e São José do Rio Preto na definição e execução de estratégias de combate ao Aedes aegypti e de medidas assistenciais quanto aos casos de dengue. Uma videoconferência foi realizada nesta quinta-feira, 17 de janeiro.

Análises laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz confirmaram a circulação, em 19 cidades (veja relação abaixo), do sorotipo 2 da doença, que tende a provocar casos clinicamente mais graves de dengue em pacientes anteriormente infectados com outros sorotipos. Mais da metade desses municípios está nas áreas de abrangência das duas regiões, que também concentram grande número de casos da doença. Por isso, o foco da pasta é mobilizar os gestores para que mapeiem a rede pública de saúde local, de forma a identificar a capacidade assistencial e organizar fluxos conforme a demanda.

Conforme apontou o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti  (LIRAa) feito no final passado, cidades de ambas as regiões estão em situação de risco de proliferação do mosquitos devido ao alto índice de infestação predial (a cada cem imóveis trabalhados, foi constatada a presença de larvas em mais de 3,9 imóveis).

Em 2018, 13.908 casos de dengue foram confirmados em SP e 10 mortes. Entre os óbitos, 3 foram na região de Araçatuba (Andradina, Ilha Solteira e Pereira Barreto). As demais foram em Santo Antonio da Posse (3), Guarulhos (1), Porto Feliz (2) e Barretos (1).

Na primeira quinzena de janeiro de 2019, foram confirmados em SP 610 casos de dengue, sem confirmação de óbitos até o momento. As regiões de Rio Preto e Araçatuba concentram mais de 60% dos casos no Estado. A cidade com maior número é Andradina, com 299 casos, quase metade do total de confirmações em SP.

 “O Aedes aegypti demanda uma vigilância constante, sobretudo com a chegada do verão e do período de chuvas. Contamos com o apoio da população para que eliminem os criadouros do mosquito, de forma a evitar que as pessoas sejam infectadas pelo vírus da dengue, zika e chikungunya. Além disso, queremos garantir que os serviços públicos de saúde dessas regiões estejam preparados para atender de forma qualificada os pacientes que precisarem”, diz secretário de Estado da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann Ferreira, que participou nesta manhã da videoconferência com os gestores municipais das duas regiões.

 

Cidades com circulação do sorotipo 2

·        Andradina (DRS de Araçatuba)

·        Araraquara (Araraquara)

·        Barretos (Barretos)

·        Bauru (Bauru)

·        Bebedouro (Barretos)

·        Catanduva (São José do Rio Preto)

·        Espírito Santo do Pinhal (São João da Boa Vista)

·        Indiaporã (São José do Rio Preto)

·        Ipiguá (São José do Rio Preto)

·        Itajobi (São José do Rio Preto)

·        Mirassol (São José do Rio Preto)

·        Pereira Barreto (Araçatuba)

·        Piracicaba (Piracicaba)

·        Pirangi (São José do Rio Preto)

·        Ribeirão Preto (Ribeirão Preto)

·        Santo Antônio de Posse (Campinas)

·        São José do Rio Preto (São José do Rio Preto)

·        Uchoa (São José do Rio Preto)

·        Vista Alegre do Alto (Barretos)

 

Aedes aegypti em SP

 Levantamento da pasta com base nos dados informados pelos municípios paulistas através do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), aponta que o número de casos de dengue caiu 99% se comparado ao balanço de 2015, quando houve recorde de infecções, com 709.445 casos e 513 mortes. No ano passado, houve ainda 352 casos autóctones e importados de chikungunya e 134 de zika, doenças também transmitidas pelo mosquito.

A Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), autarquia vinculada à Secretaria de Estado da Saúde, realiza rotineiramente o Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) e conforme os estudos de dezembro, estão em situação de alerta municípios das regiões Norte, Centro e Oeste.

SP realiza avaliações de densidade larvária periodicamente, desde 1986. O LIRAa foi implantado em 2003.

“É fundamental que as pessoas ajudem no combate do mosquito, 80% dos focos de dengue estão dentro das residências. Por isso, virar garrafas e baldes, não deixar acumular água nas calhas, vedar bem caixa d´água são algumas maneiras de combater o Aedes”, explica Dra. Helena Sato, coordenadora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo.

Sucen

A Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo é responsável pelo controle das questões sanitárias que atingem de forma endêmica a população, como o controle de dengue e de febre amarela, malária, doença de chagas, leishmaniose e esquistossomose.

Os agentes da Sucen auxiliam os municípios nas ações de nebulização para matar o mosquito em fase adulta e eliminação dos criadouros de dengue nas residências. “A utilização de produtos químicos não é suficiente para o controle do mosquito. Para evitar a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya, é fundamental eliminar focos e criadouros”, explica o especialista Dalton Pereira da Fonseca Jr., superintendente da Sucen.

“A visita dos agentes da Sucen é fundamental aqui em nosso bairro. É uma região com muito mato e sempre ficamos em alerta com terrenos baldios, ainda mais nesse período de chuvas”, comenta Juracy Carmen moradora do bairro Jardim França na Zona Norte de São Paulo.

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