SP simula resgate de caso suspeito de Ebola no Porto de Santos

SP simula resgate de caso suspeito de Ebola no Porto de Santos

Treinamento no cais é parte das ações de aprimoramento das equipes de resgate; profissionais já estão capacitados para resgatar viajantes em aviões e, agora, vão aperfeiçoar o atendimento a casos suspeitos que chegarem ao Estado por meio de embarcações

 A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove nesta quarta-feira, 10 de dezembro, uma simulação dos procedimentos que serão seguidos pelas equipes de saúde caso um viajante infectado pelo vírus Ebola chegue ao país por via marítima.

Durante o exercício, previsto para ocorrer entre 8h e 14h, profissionais do Grau (Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências), “tropa de elite” do resgate estadual, executarão as atividades no trecho do cais situado entre os armazéns 32 e 33.

A simulação tem como personagem um tripulante que embarca na África do Sul com destino ao Porto de Santos, aporta em Serra Leoa e começa a apresentar sintomas compatíveis com Ebola.  O comandante da embarcação comunica as autoridades de saúde para recepção do caso.

O navio com o paciente supostamente infectado atracará no porto. Uma embarcação do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo) se deslocará para apoio pelo mar e as unidades de Resgate e de Suporte Avançado do Grau serão escoltadas por viaturas da Guarda Portuária até a embarcação.

As equipes do Grau e dos Bombeiros farão a remoção por meio de uma maca específica, que garante total isolamento (possui um revestimento que impede o contato com secreções expelidas pelo indivíduo contaminado e filtra o ar).

A paramentação dos profissionais envolvidos (com equipamentos de proteção individual) ocorrerá no convés, para que a remoção seja efetuada de forma segura. Após a retirada, a embarcação será descontaminada e limpa.

Numa situação real, depois desses procedimentos o paciente será conduzido até o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital, referência para atendimento em casos suspeito de Ebola. O hospital possui equipes preparadas para lidar com doenças altamente contagiosas, além de estruturas que inibem o contágio, como os leitos de isolamento com pressão negativa – sistema de filtro do ar que coíbe a disseminação de microorganismos.

A ação será realizada em parceria com o Grau (Grupo de Resgate e Atenção às Urgências e Emergências), CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) de SP, Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Corpo de Bombeiros, Prefeitura de Santos, Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo), Capitania dos Portos de São Paulo, Guarda Portuária, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário do Porto Organizado de Santos).

Casos suspeitos de Ebola devem ser comunicados ao disque CVE, pelo telefone 0800-555-466.

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