SP tem queda de 99% dos casos de dengue

SP tem queda de 99% dos casos de dengue

O número de casos da doença caiu consideravelmente no Estado. O cenário epidemiológico é baseado na confirmação dos casos suspeitos por meio de análises laboratoriais e investigações epidemiológicas.

Em 2018, cerca de 40% dos casos notificados foram descartados, e outros ainda estão em investigação. Em 2018, até a primeira quinzena de fevereiro, foram confirmados 1.358 casos. O maior número de casos de dengue foi registrado em 2015, com 678.031. Desde então, os números foram diminuindo e registraram queda de 99% em dois anos. Em 2018, até o mês de fevereiro foram confirmados 1.358 casos.

 

 

grafico dengue

 

Os casos de dengue têm caído ano a ano em São Paulo, como resultado da mobilização de agentes estaduais e municipais no combate ao Aedes aegypti, por meio de mutirões, além da colaboração da sociedade civil na eliminação de potenciais criadouros.

“Contamos com todos para dar continuidade ao enfrentamento às Arboviroses e, assim, aumentar a proteção à população. Essa redução expressiva é resultado da intensificação das ações de combates ao Aedes aegyptipromovidas pelo Governo do Estado e, sobretudo, da colaboração do poder público e da sociedade civil. Não podemos dar trégua ao mosquito.”, afirma o secretário de Estado da Saúde, David Uip.

Nos últimos dois anos, foram feitas 61,6 milhões de visitas às residências para identificação de focos do Aedes aegypti. A mobilização de agentes estaduais e municipais no combate ao Aedes aegypti, por meio de mutirões, além da colaboração da sociedade civil na eliminação de potenciais criadouros, contribuíram para que o número de casos de caíssem. Embora o trabalho de campo para combate ao mosquito Aedes aegypti seja, primordialmente, de competência dos municípios, a pasta auxilia permanentemente em ações.

A Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) enviou ofício aos municípios com índices de alerta e risco orientando que as ações de combate ao vetor sejam intensificadas. O órgão presta apoio técnico aos municípios da região tanto para ações de campo quanto nas estratégias, com base no monitoramento.

 

Sucen

A Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo é responsável pelo controle das questões sanitárias que atingem de forma endêmica a população do Estado de São Paulo. Controle de dengue e de febre amarela, controle de malária, controle de doença de chagas, controle de leishmaniose e controle de esquistossomose.

 

Os agentes da Sucen auxiliam os municípios nas ações de nebulização para matar o mosquito em fase adulta e eliminação dos criadouros de dengue nas residências. “A utilização de produtos químicos não é suficiente para o controle do mosquito. Para evitar a proliferação do Aedes aegypti, o mosquito transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya, é fundamental eliminar focos e criadouros”, explica O especialista Dalton Pereira da Fonseca Jr., superintendente da Sucen – Superintendência de Controle de Endemias.

Durante o verão o cuidado é preciso redobrar os cuidados com o mosquito. Por esse ser um período quente e com frequentes pancadas de chuva, a velocidade de reprodução do mosquito Aedes aegypti é ampliada. Além da dengue, existe o temor pela zika e chikungunya. O orquidófilo Domingos Astrini tem um criadouro de orquídeas e toma muito cuidado para evitar que o mosquito se prolifere. “Procuro mantê-las num ambiente médio de humidade e hidratação, deixo as plantas em cima de telas, não utilizo pratinhos para não acumular água e tornar o ambiente um criadouro do mosquito”, explica.

Porém, não é só no verão que é preciso ter cuidado com o mosquito da dengue tem evolução rápida e pode sobreviver a todas as estações do ano. Uma pesquisa do Instituto Butantan, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e um dos maiores centros de pesquisa biomédicas do mundo, constatou que o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, possui patrimônio genético muito grande e variável mesmo no inverno, época de baixa incidência do inseto.

Por meio de armadilhas, foram coletados os ovos, pupas e larvas do animal em seis áreas distintas. O estudo utilizou o total de 150 fêmeas para o seu desenvolvimento e avaliou as variações genética e morfológica do mosquito, além de ter levado em consideração as questões demográficas de dispersão e evolutivas destes insetos em áreas urbanas.

“Percebemos que o patrimônio genético do mosquito é bem rico e dinâmico, ou seja, a espécie tem grande potencial para sofrer alterações. Isso sugere que eles são muito versáteis em explorar novos ambientes e, possivelmente, contornar as nossas tentativas de eliminá-los”, destaca Lincoln Suesdek, pesquisador do Laboratório de Parasitologia do Instituto Butantan e coordenador da pesquisa.

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