SP vacina 7 milhões de pessoas contra febre amarela

SP vacina 7 milhões de pessoas contra febre amarela

 

Em três meses, Estado praticamente iguala o número de vacinados do último ano; Campanha segue até a próxima sexta-feira, dia 16

Na campanha iniciada em 25 de janeiro na capital paulista e em mais 53 municípios do Estado foram aplicadas 5,01 milhões de doses, o que representa 54,2% do público-alvo formado por 9,2 milhões de pessoas. De 2007 a 2016 outras 7 milhões de pessoas foram imunizadas no Estado, totalizando, desta forma, mais de 21 milhões de vacinados em pouco mais de uma década.

“É imprescindível que todas as pessoas que moram nos locais definidos na campanha e ainda não se imunizaram compareçam aos postos até 16 de março”, alerta a diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.

A região com menor cobertura vacinal em relação à campanha é a Baixada Santista, com 41,9%. No Vale do Paraíba e Litoral Norte, a cobertura é de 49,7%. O Grande ABC tem 46,3% e a capital atingiu 67,5%, imunizando mais de 2,1 milhão dos 3,3 milhões de moradores dos distritos definidos na campanha. Os 53 municípios e distritos da cidade de São Paulo foram definidos por critérios epidemiológicos após análises técnicas e de campo feitas pelo CVE (Centro de Vigilância Epidemiológica) e Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) em locais de concentração de mata.

Cerca de 6,9 milhões de doses da vacina fracionada foram disponibilizadas para as pessoas ainda não imunizadas que residem nos locais definidos pela campanha. A campanha também prevê a oferta de 2,3 milhões de doses padrão, que serão disponibilizadas para crianças com idade entre nove meses e dois anos incompletos, pessoas que viajarão para países com exigência da vacina e grávidas residentes em áreas de risco. A campanha está sendo realizada com dose fracionada da vacina, conforme diretriz do Ministério da Saúde. O frasco convencionalmente utilizado na rede pública poderá ser subdividido em até cinco partes, sendo aplicado assim 0,1 mL da vacina. Estudos evidenciam que a vacina fracionada tem eficácia comprovada de pelo menos oito anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período. As carteiras de vacinação terão um selo especial para informar que a dose aplicada foi a fracionada.

Deverão consultar o médico sobre a necessidade da vacina os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído, transplantados, hemofílicos ou pessoas com doenças do sangue e de doença falciforme. “O debate acerca das ações de enfrentamento da febre amarela é mais uma forma de compartilhar experiências e aprimorar ainda mais nosso trabalho”, afirma o secretário David Uip.

As áreas com indicação da vacina foram gradativamente ampliadas, a partir do monitoramento dos corredores ecológicos, abrangendo atualmente 575 dos 645 municípios paulistas. Não há indicação de imunização para grávidas que morem em locais sem recomendação para vacina, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

 

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